Ela falou com um tom frio, sem pressa, e sua expressão demonstrava uma serenidade incomum.
As pessoas a observavam, um pouco surpresas.
Especialmente Viviana, que ao longo dos anos, tinha visto muito pouco essa filha.
Sempre que a encontrava, Dandara era reservada, quase não dizia uma palavra.
Naquele dia, porém, ela articulava as palavras com clareza, transmitia uma frieza elegante e não demonstrava pressa alguma, o que realmente surpreendeu Viviana.
Por um momento, ela nem soube reagir!
Valentino também lançou um olhar surpreso para Dandara.
Os outros franziram ainda mais o cenho.
A única exceção foi Filomena, que a olhou com decepção e surpresa, permanecendo em silêncio.
Uma mulher com uma origem como aquela possuir tamanha presença realmente a surpreendeu.
Muito bem, Filomena percebeu que subestimou Dandara.
Flávia franziu a testa e sentou-se: “Por mais que tente se explicar, como você pode provar sozinha? Tantas pessoas testemunharam.”
Flávia era tia de Filomena; seu marido já era idoso, não tinha o apreço de Vicente, e ela não tinha filhos homens, apenas duas filhas, o que tornava sua posição na família Amaral instável.
Por isso, desejava fortemente que Filomena se casasse com Ramon; assim, sua posição se consolidaria e a fortuna da família Lourenço estaria garantida!
Tia e sobrinha, aparentemente, já tinham se entendido e, naturalmente, não ajudariam Dandara a buscar justiça com facilidade.
Valentino sugeriu ao lado: “Que tal… Eu pago pela pulseira da Sra. Moreira e esquecemos o resto, resolvemos de forma amigável, como um mal-entendido, o que acham?”

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