Dandara já havia notado há pouco que ela estava sentada na primeira mesa, junto com Ramon e Vicente.
Ela não havia trocado de roupa, continuava usando a mesma roupa de antes.
Dandara não tinha prestado muita atenção antes, mas quando a mulher entrou, percebeu que Sra. Lourenço era extremamente bonita, tinha um ótimo porte, pele clara e era alta.
Seus traços também eram muito bonitos.
Quando entrou, estava segurando uma caixa na mão e, ao ver Dandara, sorriu de maneira gentil.
Aproximando-se, segurou a mão de Dandara e disse: “Dandara, certo? Ouvi dizer que você ficou em coma por alguns anos. Antes eu não sabia disso, por isso não tive oportunidade de visitá-la. Isto é para você, como uma lembrança do nosso primeiro encontro.”
Dandara olhou para o logo na caixa e percebeu que era de uma marca de luxo.
Qualquer item básico dessa marca custava dezenas de milhares de reais.
Filomena Lourenço, diante dela, abriu a caixa e revelou um par de brincos de diamante.
Apesar de não serem grandes, certamente não custavam menos de seis dígitos.
Foi realmente generosa.
Dandara disse: “Sra. Lourenço, não posso aceitar seu presente sem ter feito nada para merecê-lo.”
Filomena, porém, colocou a caixa nas mãos dela: “É só uma pequena lembrança, use como quiser. Se não aceitar, vai parecer que não gostou do presente.”
Vendo que a situação era essa, Dandara aceitou: “Então, muito obrigada, Sra. Lourenço.”
Viviana e Teresa também conversaram um pouco com ela.
Depois de algumas palavras protocolares, quando já não tinham mais assunto, Filomena explicou sua visita: “Dandara, você poderia me ensinar a preparar aquele chá calmante?”
“Ah?”
Dandara ficou surpresa por um instante, mas logo entendeu: “Aquele que preparei hoje para o Sr. Amaral?”
Filomena confirmou com a cabeça, um pouco envergonhada: “Esse mesmo.”
Dandara não hesitou: “Não tem segredo! Vamos trocar contatos, eu te mando a receita e o modo de preparo pelo WhatsApp. Quando você fizer em casa, vai ficar com o mesmo sabor.”

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