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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 148

VICTOR BALTIMOR.

Doutor Antunes havia dito que eu poderia receber alta muito em breve, se os exames confirmassem a melhora no meu quadro de insuficiência respiratória. E se eu não tivesse nenhuma complicação em relação às cirurgias feitas, eu estaria livre.

Aquela frase ficou ecoando na minha mente. Alta. A simples ideia de sair daquele hospital já me dava uma sensação de alívio tão grande que eu quase podia respirar melhor.

Mas antes disso, precisarei passar por uma bateria interminável de exames.

Fui levado para fazer tomografia, radiografia, exames de sangue, testes respiratórios e mais algumas avaliações que eu nem sabia exatamente para que serviam. A cada novo exame, eu ficava mais impaciente. Eu só queria sair daquele lugar.

Foi durante esses momentos que percebi, com muita clareza, o quanto meu corpo estava debilitado. Eu não conseguia sequer me levantar da cama sozinho. Esse acidente de avião acabou comigo. Mas como isso aconteceu? Eu sempre fui muito exigente com as vistorias do avião.

Preciso mandar investigar isso. Mas depois. Voltamos ao meu estado deprimente.

Na primeira vez que tentei apoiar os braços para erguer o tronco, meus músculos simplesmente falharam. Uma fraqueza absurda tomou conta de mim e fui obrigado a me deitar novamente. Minha respiração ficou pesada, curta, e um cansaço quase ridículo se instalou no meu corpo.

Aquilo me irritou profundamente.

— Não tente se levantar sozinho — advertiu um dos enfermeiros.

Bufei, parece que esse povo esqueceu com quem está falando.

— Eu não sou inválido. — Respondi sem paciência.

Mas, naquele momento, era exatamente assim que eu me sentia, mas ninguém precisava saber.

Para ir ao banheiro, eu precisava de ajuda. Para me mover na cama, precisava de ajuda. Até para me limpar, alguém precisava estar ali. Mas isso não era o pior.

Era aquela maldita sonda que me incomodava de uma forma insuportável. Aquilo estava preso no meu pau, e eu odiava cada segundo daquela sensação. Era humilhante.

— Quando vão tirar essa coisa de mim? — reclamei irritado para o enfermeiro, apontando para baixo.

Ele apenas respondeu calmamente:

— Assim que o médico autorizar.

Eu queria sair dali. Queria tomar um banho de verdade. Não aguentava mais aqueles banhos de pano que o enfermeiro me dava. Odiava ter um marmanjo passando paninho em mim.

— Consigo tomar banho sozinho — resmunguei uma vez.

O enfermeiro apenas levantou uma sobrancelha.

— O senhor mal consegue sentar sem ajuda.

Aquilo me deixou ainda mais irritado. Esse insolente, como ousa falar assim comigo? Perdi mesmo o respeito, estão achando que fiquei mole por estar nessa cama? Demito esse folgado em um estalar de dedo.

Eu estava rabugento ultimamente. Sabia disso. E não era culpa do enfermeiro, que estava apenas fazendo seu trabalho. Por esse motivo, não o demiti. Eu não era uma pessoa injusta.

É que dependência nunca combinou comigo.

Mas havia uma coisa que me fazia parar de reclamar por alguns momentos. A mulher do sonho. Sempre que a lembrança dela surgia, algo dentro de mim se acalmava. A voz dela… o cheiro… aquela sensação estranha de paz.

E eu estava ansioso para ver a tal de Elisa novamente. Eu precisava descobrir se ela era a mulher daquele sonho. Isso me dava força para continuar com aqueles vários exames.

Horas depois de todos os exames, o doutor Antunes finalmente voltou ao quarto. Minha mãe e Thomas estavam ali quando ele entrou.

— Muito bem — disse ele, olhando para o tablet, para minha ficha. — Os exames confirmaram a melhora do quadro de insuficiência respiratória.

Meu coração acelerou.

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