Ela não nutria grandes esperanças.
— Atenção aos passageiros com destino a Porto Real, o voo número *** está iniciando o embarque...
Com o aviso de embarque ecoando pelo saguão, Natália foi arrastando a mala em direção ao portão.
Ao entrar no avião, encostou-se no assento e olhou a paisagem pela janela.
Aquela cidade carregava tantas das suas mais doces esperanças de amor.
Ela chegou a acreditar que ali seria o seu lar para sempre.
Mas agora...
Isso não passava de uma ilusão da sua parte.
Saindo do devaneio, ela tirou o celular do bolso para colocá-lo no modo avião, mas de repente uma notificação pulou na tela.
[Você adicionou H. Agora vocês podem começar a conversar!]
Natália ficou estupefata, encarando o instante exato em que a solicitação fora aceita.
Ele aceitou em um segundo?
Ela abriu a foto de perfil novamente e conferiu umas três vezes.
Era mesmo Henrique Mendes.
...
Que... que situação era essa?
Será que ele clicou sem querer?
Ou o celular estaria com o assistente dele?
Ah, deixa para lá. De qualquer forma, não era como se ele estivesse esperando por ela.
Sem dar muitas voltas na cabeça, Natália apenas guardou o telefone no bolso de forma casual.
...
Às três horas da tarde daquele dia, no saguão do Aeroporto Internacional de Porto Real.
Natália mal havia saído do saguão quando o celular vibrou. Era um número desconhecido de Porto Real.
Ela atendeu.
— Sra. Natália. — A voz do homem ao telefone soava grave e muito respeitosa. — Eu sou o Beto, motorista do Sr. Mendes. Ele me enviou para buscá-la. O carro já está esperando no portão de saída número 3.
Os passos de Natália estacaram.
Henrique?
Como... como ele sabia que ela estava de volta a Porto Real?



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