Ava
A porta da mansão ainda nem tinha fechado direito e ele já me prensava contra a parede da entrada.
— Você tem noção do que você faz comigo?
A voz dele veio rouca, cheia de emoção. A proximidade de Gregório fez meu coração acelerar.
— Tenho. E adoro.
Ele me beijou com força. Nada de cerimônia. Era um beijo carregado de tudo que tínhamos sentido desde o momento em que saímos da festa de casamento de Scarlett e Brian.
Segurei a gola da camisa dele e sorri quando nos afastamos por um instante.
— Você ficou com ciúmes hoje.
— Ciúmes? — Ele ergueu uma sobrancelha. — Aquele idiota teve a coragem de pedir uma dança pra minha esposa.
— E você resolveu transformar a festa num ringue.
— Ele começou.
Dei risada, mas logo meus olhos foram até o braço esquerdo dele.
— Aliás, você tem alguma noção de que ainda está machucado?
— Tenho uma esposa que faz questão de me lembrar.
— Porque você é teimoso.
— E você me ama.
— Infelizmente.
Gregório riu e me beijou outra vez.
— Infelizmente, é?
— Muito. Agora para de falar e me dá outro beijo.
Ele obedeceu.
Por alguns minutos, esquecemos completamente o que havia acontecido naquela festa. Não existiam Scarlett, Brian ou os convidados que tinham presenciado a confusão. Existíamos apenas nós dois, finalmente em casa.
Gregório segurou minha mão e me conduziu até a escada.
— Vamos subir, minha mulher.
Subimos juntos, sem pressa, porque ele ainda precisava tomar cuidado com o braço esquerdo, machucado pelo tiro. Eu caminhava ao seu lado, segurando sua mão, enquanto ele insistia em me fazer rir com comentários sobre a festa.
Quando chegamos ao quarto, ele fechou a porta e voltou a me abraçar.
— Você estava linda hoje — murmurou.
— Só hoje?
— Ava…
— Estou brincando, amor.
— Você sabe que é a mulher mais linda do mundo pra mim.
Sorri, passando os braços ao redor dele com cuidado.
— E você sabe que é o homem mais convencido que eu já conheci?
— Mas é desse convencido que você gosta.
— É. Fazer o quê?

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