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A Noiva Quebrada do Mafioso romance Capítulo 31

Ava

A última prova do vestido foi tudo o que eu imaginava. O ateliê havia conseguido finalizar os ajustes antes do previsto, e a estilista nos chamou para conferir os detalhes naquela tarde. Faltava menos de um dia para o casamento, e eu ainda tinha dificuldade de acreditar que amanhã estaria caminhando até um altar novamente.

Quando entrei na cabine, meu coração disparou. A estilista me ajudou a vestir o modelo que havia escolhido com Maya, ajeitou as mangas de renda e conferiu o comprimento da saia. Depois, pediu que eu me aproximasse do espelho.

O vestido era exatamente como eu queria. Leve, clássico, com um decote discreto e uma delicada abertura nas costas. O tecido caía suavemente, acompanhando meus movimentos sem me apertar. Fiquei observando meu reflexo por alguns segundos, lembrando de como havia sido doloroso experimentar meu antigo vestido de noiva.

Dessa vez, entretanto, não procurei defeitos. Apenas sorri.

Maya estava sentada em uma poltrona, mexendo no celular, mas levantou os olhos assim que me viu.

— Caralho, Ava…

Comecei a rir.

— Maya! Você não consegue fazer um elogio sem falar palavrão?

— Não quando minha melhor amiga aparece parecendo uma princesa! Meu Deus, mulher, você tá maravilhosa!

Girei lentamente diante do espelho, observando o movimento da saia.

— Eu amei esse vestido.

— E ele ficou perfeito! O Gregório vai ficar sem palavras quando te vir entrando.

Sorri, sentindo aquele frio gostoso no estômago. Ainda existiam inseguranças, mas elas já não ocupavam todos os meus pensamentos. Eu estava aprendendo a gostar de mim sem precisar da aprovação de outras pessoas.

— Acho que finalmente tô pronta — murmurei.

Maya se aproximou e segurou minhas mãos.

— Você tá pronta, amiga. E sabe o que é melhor? Dessa vez você tá fazendo isso porque realmente quer.

Assenti. Aquela era a maior diferença entre os dois casamentos.

Depois de confirmarmos que os ajustes estavam corretos, a estilista guardou cuidadosamente o vestido em uma capa protetora. Maya fez questão de acompanhar cada detalhe, como se fosse a responsável oficial por impedir qualquer desastre antes da cerimônia.

Saímos do ateliê rindo e seguimos para a mansão.

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Quando chegamos, Maya ajudou a guardar o vestido no closet e foi resolver alguns detalhes com a equipe responsável pela cerimônia. Fiquei sozinha por alguns minutos, observando o quarto onde havia passado tantas noites tentando compreender o que estava acontecendo com minha vida.

Era estranho pensar que, semanas atrás, eu havia chegado àquela casa sem saber praticamente nada sobre Gregório. Agora estava prestes a me casar com ele.

Não podia dizer que conhecia todos os segredos daquele homem. Muito menos que compreendia completamente o mundo perigoso em que ele vivia. Mas nossas conversas haviam me mostrado que Gregório estava disposto a me ouvir, mesmo quando minhas decisões eram diferentes das dele.

E isso significava muito.

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À noite, depois do jantar, me sentei na cama com meu diário aberto sobre os joelhos. Os preparativos estavam finalmente completos. O vestido estava pronto, o cabelo e a maquiagem haviam sido escolhidos, e Maya já tinha conferido tantas vezes os horários da cerimônia que eu seria capaz de repeti-los dormindo.

Só faltava uma coisa.

Meus votos.

Olhei para a página em branco, tentando encontrar palavras que explicassem o que Gregório significava para mim. Ele havia aparecido no pior momento da minha vida, oferecendo ajuda quando eu já não esperava nada de ninguém. Mas eu não queria que meus votos fossem apenas uma lista de agradecimentos.

Queria falar do homem que estava conhecendo. Daquele que conseguia me fazer rir com comentários inesperados, que respeitou minha decisão de esperar antes de aceitar o casamento e que estava aprendendo a dividir suas escolhas comigo.

Puxei a caneta, escrevi algumas palavras e depois risquei tudo.

Maya apareceu na porta pouco depois.

— Como estão os votos da noiva?

Levantei o diário, mostrando a página quase vazia.

— Um desastre.

Ela gargalhou e se sentou ao meu lado.

— Ava, pelo amor de Deus! Você passou o dia inteiro falando do Gregório e agora não consegue escrever três frases?

— Esse é o problema! Eu tenho tanta coisa pra dizer que não sei por onde começar.

Maya pegou uma almofada e a colocou sobre o colo.

— Então começa pelo que você sente. Não tenta fazer um discurso perfeito. Fala com ele como você fala comigo.

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