Enquanto falava, Helena tirou da bolsa um cheque de dois milhões, já preparado, e o empurrou para Isabel.
— Isabel, esse dinheiro é uma pequena lembrança minha, use para comprar alguns suplementos e cuidar da sua saúde.
Helena deu um tapinha nas costas da mão de Isabel.
— Dona Helena, vamos comer primeiro. — Isabel empurrou o cheque para o lado, pegou os hashis e serviu comida para Helena.
Dois milhões para Helena era apenas o dinheiro de algumas bolsas.
Ela não dava importância a esses dois milhões.
Isabel olhou para Helena com um sorriso, sem qualquer ressentimento no olhar, e Helena se tranquilizou ao ver isso.
Não era à toa que Isabel conseguiu ficar ao lado de Valentino por três anos; era graças à sua sensatez e tato.
Ela não era do tipo que não perdoava quando tinha razão.
O carinho de Helena por Isabel aumentou um pouco mais; ao pensar que Valentino não a queria, ela só pôde suspirar internamente.
— Certo. — Helena colocou a comida na boca, com o rosto relaxado.
As duas, em um acordo tácito, não mencionaram o assunto do banquete de noivado.
Isabel serviu uma tigela de canja de galinha e colocou na frente de Helena, que agradeceu sorrindo.
Isabel serviu outra tigela para si mesma e sentou-se sem pressa.
Mal ela cheirou a canja, o estômago revirou de repente. Ela cobriu a boca e o nariz com a mão e sentiu duas ondas de náusea.
— Isabel? Tudo bem? Por que você está com ânsia de repente? — Helena apressou-se em dar tapinhas nas costas dela, perguntando com preocupação.
Isabel não conseguia nem falar, apenas balançava a cabeça enquanto cobria a boca; lágrimas fisiológicas surgiram nos cantos dos olhos, deixando-os vermelhos, fazendo-a parecer muito digna de pena.
— Isabel, eu sei que vocês jovens trabalham muito, mas por mais ocupados que estejam, precisam cuidar da saúde, não fiquem comendo comida de fora o tempo todo.
Ouvindo as broncas preocupadas de Helena, Isabel revirou os olhos onde ela não podia ver.

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