A luz alaranjada do sol entrava pela janela de chão ao teto e caía sobre ela, envolvendoa num brilho dourado. Ela inteira exalava uma aura gentil.
— Beatriz, tome. — Aurora se aproximou, abriu os biscoitos e entregou a Beatriz.
Beatriz sorriu, pegou os biscoitos e agradeceu docemente: — Obrigada, mamãe.
— Pode comer.
Valentino observou a ação dela de escolher os lanches e ficou um pouco confuso, mas na frente de Beatriz, ele não perguntou.
Valentino brincou com Beatriz a tarde toda, até que ela não conseguiu resistir ao sono e adormeceu profundamente, e então ele se levantou.
— Obrigada por vir visitar a Beatriz, Sr. Monteiro. Mas o senhor é muito ocupado, não precisa mais vir vê-la.
Aurora ajeitou a coberta de Beatriz, com a voz indiferente.
Valentino olhou profundamente para a mulher à sua frente e não respondeu, mas perguntou: — A Beatriz não pode comer lanches?
Aurora parou seus movimentos e seus dedos se apertaram inconscientemente. — Sim, os dentes dela não são bons, ela não pode comer muitos lanches.
Na verdade, seu coração batia forte de nervosismo.
— Entendi. Então eu vou indo. — Valentino se levantou e, vendo que ela não respondia, saiu do quarto.
Ouvindo os passos do homem se afastando, Aurora finalmente virou a cabeça para olhar.
Devido ao ferimento, os passos do homem estavam visivelmente mais lentos do que antes.
Aurora apertou os lábios, sentindo-se um pouco perturbada.
Ela não esperava que Valentino se importasse tanto com Beatriz.
Durante toda a tarde, enquanto brincava com Beatriz, Valentino nunca demonstrou impaciência.
O mais importante era que Beatriz também gostava muito de Valentino.
Ela precisava acelerar a busca pelo Dr. Zacarias. Assim que Beatriz fizesse a cirurgia e o projeto fosse concluído.

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