Ela estava muito grata a Valentino por salvar Beatriz, mas era apenas gratidão e agradecimento, sem outros sentimentos.
Isabel, no quarto, começou a soluçar baixinho de repente, com a voz triste: — Dona Helena, a festa de noivado de hoje foi arruinada, eu não tenho mais cara para ver ninguém... Eu... é melhor eu ficar longe do Valentino de agora em diante...
Ao ouvir isso, o coração de Helena deu um salto.
Isabel era a única mulher que ficou ao lado de Valentino por muito tempo.
Se ela fosse embora, não seria o mesmo que empurrar Valentino para Aurora?
Ela não podia aceitar que a família Monteiro se casasse com uma mulher divorciada e com uma filha, tornando-a a Sra. Monteiro!
As palavras de Isabel provocaram com sucesso a raiva de Helena.
Segurar Beatriz por muito tempo deixou os pulsos de Aurora doloridos, e ela os movimentou um pouco.
— Sobre as diversas despesas do Sr. Monteiro, basta pedir ao Assistente Vicente para me enviar; eu tenho coisas a fazer, então vou indo.
Valentino notou o movimento dela e assentiu: — Eu estou bem, pode levar a Beatriz primeiro.
Aurora ficou surpresa por um instante, não esperando que ele a deixasse ir tão facilmente.
Ela voltou a si e caminhou em direção à porta.
Vendo que ela não demonstrou nenhuma preocupação com os ferimentos de Valentino, a raiva de Helena aumentou ainda mais.
Ela estendeu a mão para impedir Aurora e a repreendeu severamente: — Aurora Valente! Você é uma mulher casada e com filha, não tem decência! Seduzindo o meu filho! Eu vou te dar uma lição hoje!
Helena levantou a mão para dar um tapa no rosto de Aurora.
"Pá!"
A dor esperada não veio; Aurora abriu uma fresta dos olhos e a figura alta e ereta do homem entrou em sua visão.
O olhar dela para as costas do homem tornou-se complexo.
Durante os sete anos em que ela foi casada com o Valentino, sempre que Helena ou Tiago Monteiro lhe criavam problemas, Valentino nunca ficava ao seu lado.

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