De repente.
Toda a dor no corpo de Valentino desapareceu, e seu coração se encheu de Beatriz.
Ele pegou Beatriz dos braços do policial com cuidado, com medo de tocar nos machucados dela.
Os olhos escuros de Valentino examinaram Beatriz de cima a baixo, verificando cuidadosamente os ferimentos nela.
A bochecha direita, antes branca e macia, estava muito inchada, toda cheia de hematomas, e aquela visão apertava o coração de quem olhava.
— Além do rosto, você se machucou em mais algum lugar? — Valentino suavizou a voz inconscientemente, com o rosto tenso.
Beatriz chorou alto nos braços de Valentino, com ranho e lágrimas manchando a camisa cara dele.
Vicente chegou e viu aquela cena. Seu coração quase parou de bater por um segundo.
O Sr. Monteiro tinha mania de limpeza, será que ele não jogaria a menina no chão?
No segundo seguinte, Vicente abriu a boca surpreso.
O sempre frio Valentino não apenas não ficou com raiva, mas usou ativamente sua camisa de alta costura para limpar a pequena figura em seus braços.
— Tio Valentino! Eu fiquei com tanto medo! Eu... eu achei que nunca mais ia ver a mamãe...
— Uuuu... Tio Valentino, eu fiquei com tanto medo...
O pequeno corpo de Beatriz tremia sem parar enquanto ela chorava nos braços de Valentino, sua voz ficou rouca e sua respiração estava um pouco ofegante.
Um brilho frio passou pelos olhos de Valentino; percebendo o medo dela, ele deu tapinhas leves nas costas dela, consolando-a suavemente.
— Passou, passou, o tio está aqui, ninguém mais pode te machucar, eles vão pagar por isso!
Valentino lançou um olhar sombrio para as pessoas na van, e eles estremeceram, sentindo que o fim estava próximo.
Vicente, não muito longe, olhou surpreso para os movimentos gentis de Valentino.
Quem era a criança nos braços do Sr. Monteiro? Para fazê-lo tratá-la com tanta gentileza.
Afinal, o Sr. Monteiro odiava crianças.

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