— Sim. — Vicente se levantou e caminhou para fora.
— Espere. — Valentino levantou a mão. — Vá investigar Aurora Valente.
— Aurora Valente?
— Sim. — Os olhos de Valentino escureceram, com emoções se agitando.
Quem era Aurora Valente?
Ao ver a expressão sombria de Valentino, Vicente não ousou perguntar mais nada.
Meia hora depois, Vicente voltou com um formulário de informações.
Valentino o pegou impacientemente, mas no momento em que ia abri-lo, parou a mão de repente.
— Abra você. — Valentino entregou a Vicente.
Vicente olhou cautelosamente para a expressão dele e, de forma rara, viu tensão e medo em seu rosto.
Parecia que o Sr. Monteiro não era desprovido de sentimentos por Flávia.
— Nome: Aurora Valente, nascida em um orfanato, tem uma filha chamada Beatriz Viana.
Valentino se lembrou da barriga de grávida de Flávia quando ela caiu na água, seu corpo estremeceu e suas pupilas escuras piscaram.
— Ela tem uma filha?
— Sim, a filha nasceu no dia dois de novembro do calendário lunar, há três anos.
Vicente sabia sobre a gravidez de Flávia.
Mas ele não sabia o momento exato, então não podia deduzir se Aurora era Flávia.
Valentino segurou a xícara de chá com os dedos, mas as suas mãos tremiam. A água quente derramou toda sobre o dorso da sua mão.
Em um instante.
Uma grande área da pele nas costas de sua mão ficou vermelha, mas ele parecia não sentir dor, como se não tivesse percebido.
— Sr. Monteiro? Sr. Monteiro? — Vicente lembrou em voz baixa.
— Hum.
— Devo continuar lendo? — Ele perguntou a Valentino com cautela.
Ele não disse nada, apenas acenou com a mão fracamente, sinalizando para Vicente sair.
Vicente colocou os documentos na mesa e virou-se para sair do escritório.

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