Quando Aurora decidiu partir, ela já havia decidido que não teria mais nenhuma relação com Valentino nesta vida.
Ainda mais agora que ele estava tentando acobertar Ícaro.
No dia seguinte.
Aurora ligou para a polícia, explicou o que havia acontecido e depois entregou o vídeo aos policiais.
— Eu não aceito nenhuma conciliação nessa situação. O que eu exijo é que o Colégio Saint Claire expulse o Ícaro!
A voz dela era firme e sua atitude, clara.
— Certo, Srta. Valente. Vamos lidar com isso de acordo com a lei. Mas como o Ícaro tem apenas três anos, só podemos focar na educação dele.
— Eu entendo.
Por mais arrogante que Ícaro fosse, ele tinha apenas três anos. Se fosse levado para a delegacia pela polícia para ser repreendido, já seria uma grande lição para ele.
A polícia agiu rápido e foi direto para a casa de Isabel.
A campainha tocou.
Isabel achou que fossem seus pais voltando. Sem pensar muito, abriu a porta e ficou paralisada por dois segundos ao ver dois policiais.
— Olá, aqui é a casa do Ícaro?
— Sim. — Isabel confirmou. Antes de ir para a delegacia com a polícia, ela ligou para Valentino.
Ao receber a notícia, Valentino ligou para o diretor.
— Me mande o endereço da Aurora Valente.
Após receber o endereço exato, Valentino dirigiu direto para o Residencial Magnólia.
Ele estacionou o carro lá embaixo, abriu a porta e desceu.
Não muito longe, ouviu-se a risada alegre de uma menina. Valentino olhou e viu que era a menininha que havia encontrado no aeroporto.
Ele parou de andar inconscientemente. Ao vê-lo, os olhos da menina demonstraram surpresa.
Conforme ela se aproximava, Valentino notou a mancha roxa assustadora no braço dela.
Um lampejo de compreensão passou por sua mente.
Justo quando Lucinda ia subir com Beatriz, Valentino caminhou rapidamente até elas.

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