Ela quase perdeu a vida ao dar à luz essa menina. Por que sua filha estava sofrendo bullying dessa forma!
Ela tinha que fazer justiça pela filha!
Ela salvou o vídeo e guardou a evidência.
— Chegamos ao Colégio Internacional Saint Claire.
Aurora pagou, saiu do carro e caminhou furiosa em direção à sala dos professores.
Beatriz estava no colo da professora Célia. Ao ouvir a porta abrir, olhou e viu Aurora, e as lágrimas escorreram.
Aurora correu para pegá-la no colo: — A mamãe chegou. Não chore, Beatriz.
Beatriz deitou no peito de Aurora, sentindo o cheiro familiar. Ela chorou de tristeza, e seu corpinho tremia de medo.
Aurora teve medo de machucar o braço dela, então não ousou movê-la. Ela apenas deu tapinhas nas costas dela para confortá-la.
— Não chore, Beatriz. A mamãe chegou. A mamãe vai fazer quem intimidou você ser punido.
O olhar de Aurora caiu sobre o menino. Era Ícaro, o menino que ela havia encontrado de manhã.
Não havia nenhuma desculpa em seu rosto. Ao ouvir Beatriz choramingar, ele fez beicinho.
— Meninas são muito mimadas. Qualquer coisinha e já chamam a mãe. Que vergonha.
Beatriz chorou ainda mais ao ouvir isso.
Aurora lançou um olhar severo para Ícaro. Ao encontrar o olhar assustador dela, ele encolheu o pescoço.
— O Bicho-papão não gosta de crianças mal-comportadas. À noite ele vem buscar quem faz coisas ruins.
A coisa favorita de Ícaro era o Ultraman, então ele acreditava firmemente que existiam monstros no mundo.
Ao ouvir as palavras de Aurora, sua defesa psicológica desmoronou, e ele começou a chorar a plenos pulmões.
— Eu não quero! Não quero que o Bicho-papão me leve!
— Mãe da Beatriz, o machucado da Beatriz já foi tratado. A família do Ícaro está a caminho. — A professora Célia adiantou-se para explicar.
— Como a Beatriz se machucou? — Aurora encarou a professora Célia.

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