Arthur virou a esquina, e o corredor estava vazio.
Como se o que acabara de ver fosse uma ilusão.
Arthur não teve escolha a não ser voltar para a sala privada, e assim que chegou à porta, ouviu a voz furiosa e envergonhada de Heloísa vindo lá de dentro.
— Você não passa de uma substituta! Que direito tem de ficar aí rindo de mim?
— Desde que eu possa ficar ao lado do Valentino, é o suficiente, não me importo com o resto.
Isabel deu um sorriso leve.
Ela sabia que Valentino tinha uma pessoa insubstituível em seu coração, mas e daí?
Aquela pessoa estava morta, nunca mais apareceria ao lado de Valentino.
Contanto que pudesse ficar ao lado dele, ela estava disposta a ser uma substituta pelo resto da vida.
— Sem vergonha! — Heloísa rangeu os dentes, vendo-a ao lado de Valentino com um ar presunçoso, e a raiva subiu à sua cabeça.
Ela se levantou rapidamente, avançou direto para Isabel e levantou a mão para dar um tapa no rosto dela.
Seu pulso foi agarrado pelos dedos fortes do homem e jogado com força.
Heloísa olhou para Valentino, incrédula, e ao encontrar suas pupilas frias, seu corpo tremeu.
— Valentino, não fique bravo, eu vou embora.
Ela se levantou e saiu da sala privada, olhando para trás a cada passo.
Arthur virou de lado para abrir caminho.
— Arthur, agora você também me evita? — Heloísa deu um sorriso amargo.
Antes, ela, Otávio e Arthur tinham um ótimo relacionamento.
Por que agora todos queriam se afastar dela?
Isabel segurou o braço de Valentino. — Obrigada por me proteger agora, Valentino.
Ela estava ao lado de Valentino há três anos, acompanhando-o em vários eventos grandiosos.
A família Duarte também havia expandido de um pequeno restaurante para uma rede de restaurantes.
Ela estava muito grata por não ter hesitado em aceitar quando Valentino a procurou.
Enquanto isso, em outra sala privada.
— Flávia, você finalmente voltou. — Pietra se aproximou e deu-lhe um grande abraço.

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