Dizendo isso, ele levantou a mão e bagunçou de leve o cabelo liso dela.
— Sim, eu sei. — Flávia levantou a cabeça e sorriu para ele. — Vou me cuidar.
— Tudo bem, vou te levar ao aeroporto.
Rafael foi conversando o caminho todo, e Flávia o ouviu silenciosamente.
Chegaram ao aeroporto.
Rafael parecia relutante em se despedir. Flávia abriu os braços e o abraçou.
— Me ligue a qualquer momento se precisar de algo, não ache que está me incomodando.
— Tá bom, Rafael. Eu já vou.
O nariz de Flávia ardeu e os olhos dela marejaram.
Rafael deu tapinhas em suas costas e a observou embarcar.
Assim que entrou no avião, Flávia fechou os olhos para descansar.
Quatro horas depois, o avião pousou.
Flávia pegou o celular para avisar a Rafael que chegou bem.
Deu uma olhada no endereço; ficava a duas horas e meia de carro do aeroporto.
Ela chamou um táxi e foi para a Vila das Pontes.
A Vila das Pontes era cercada por montanhas, com uma bela paisagem, o som da água corrente e folhas douradas espalhadas por toda a vila.
O cansaço de seu corpo se dissipou em grande parte instantaneamente.
A Vila das Pontes possuía uma ponte ligando as duas margens, e a água sob ela era cristalina, com uns três ou quatro metros de profundidade.
Um casal, de botas nos pés e mangas arregaçadas, estava colocando cascas de árvore de molho na água.
O cheiro da terra misturado com o ar úmido era muito bom.
Flávia fechou os olhos e respirou fundo, dissipando a nuvem escura que pairava em seu coração nos últimos dias.
Abriu os olhos com um leve sorriso nos lábios.
Ela gostou dali.
Ela teve certa dificuldade para subir os degraus, puxando uma mala em cada mão.
Nesse momento.

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