Retirou o olhar, pegou o bule e serviu uma xícara de chá, colocando-a na frente dela.
Flávia, vendo tanta gentileza, ergueu uma sobrancelha discretamente. — Obrigada.
— Flávia, acho que te tratei bem enquanto você estava na família Monteiro. Chamei você hoje porque quero discutir um assunto.
Flávia mal conseguiu segurar um sorriso irônico.
Depois que se casou com Valentino, Dona Helena sempre foi rude com ela.
Tratava-a como uma empregada, dando ordens a torto e a direito.
E agora tinha a coragem de dizer que a tratou bem.
— Diga o que tem a dizer.
Dona Helena empurrou um cheque e Flávia deu uma olhada: cinco milhões.
Parecia que ela queria mandá-la embora com dinheiro.
Dona Helena viu que ela olhou para o cheque imediatamente e ficou ainda mais certa de que ela pegaria o dinheiro e iria embora.
— Flávia, não se pode forçar sentimentos. Você e o Valentino ficaram casados por sete anos e não cultivaram afeto, nem tiveram filhos. Isso prova que não combinam.
Os olhos de Flávia ficaram frios.
Valentino sempre usava métodos contraceptivos, então mesmo que quisesse engravidar sozinha, não conseguiria. Além disso, por ter salvado Valentino no inverno rigoroso, sua saúde tornava a gravidez difícil.
Na mente de Dona Helena, só havia espaço para culpá-la, nunca para repreender Valentino por traí-la com Heloísa.
Dona Helena suspirou. — Na verdade, você sabe, eu só queria ter um neto. Se você tivesse dado um filho à família Monteiro, eu estaria do seu lado, mas você não deu.
— Agora que você e o Valentino estão divorciados, o ciclo chegou ao fim. De agora em diante, é melhor não ver a Dona Maíra para evitar fofocas, o que também afetaria um novo casamento seu.
Ao ouvir isso, Flávia entendeu o propósito da visita hoje.

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