Valentino a viu sair da sala de ultrassonografia com uma expressão de surpresa por um instante e ergueu uma sobrancelha para perguntar: — O que você veio fazer aqui?
Flávia o ignorou, guardou a guia rapidamente na bolsa e foi em direção ao elevador.
O homem agarrou o braço dela com firmeza e falou em tom de suspeita: — Essa não é a primeira vez que te vejo vir à sala de ultrassom. Você...
— Valentino, por favor, lembre-se que estamos divorciados. — Flávia moveu o braço, com os olhos demonstrando impaciência.
— Mesmo divorciados, eu tenho o direito de saber sobre a sua gravidez.
O tom de voz dele transbordava razão, e Flávia revirou os olhos. — E quem te falou que eu estou grávida? Além do mais, se eu estivesse, por que a criança seria sua?
Valentino ficou paralisado; não esperava que ela avançasse tão depressa com outro homem.
No fim das contas, seu ego masculino o dominava.
Ele não a amava, mas também não suportava a ideia de ela ter intimidades com outro.
— Repete o que você disse. — A voz de Valentino saiu afiada.
— Mesmo que eu esteja grávida, a criança não é sua. — Flávia soltou o braço. — Parece que o Sr. Monteiro tem problemas de audição, eu posso gravar isso para você escutar várias vezes.
— Chega. — Valentino franziu o cenho e a interrompeu de forma severa.
Flávia pensou que ele a deixaria ir, mas assim que deu um passo, a bolsa no seu ombro foi puxada, e ela olhou para trás.
Os longos dedos de Valentino entraram na bolsa e tatearam o interior. Flávia ficou pálida de susto e exclamou: — Valentino, você ficou louco?
Ele agiu como se não a tivesse ouvido e continuou procurando à sua maneira.
A bolsa que Flávia carregava era de lona e não tinha zíper, então ela só pôde cobrir a abertura com as duas mãos.
O braço do homem era forte. Ele puxou a mão com força, e para Valentino, que malhava há anos, a força de Flávia não passava de uma cócega.

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