— Ligue logo, senão ela não vai embora.
Flávia ouviu o tom frio de Valentino. Ele estava impaciente para que ela saísse.
Era porque ele queria ficar íntimo de Heloísa?
— Certo. — Heloísa respondeu alegremente.
Pegou o celular e ligou para a delegacia.
Flávia apoiou o corpo, esforçando-se para ouvir as palavras de Heloísa. Após confirmar a retirada da queixa, seu corpo cedeu e ela desmaiou diretamente.
O braço de Valentino se moveu e, no segundo seguinte, Heloísa o segurou ainda mais forte.
Pelo canto do olho, Arthur notou que Valentino não se moveu, então ele deu um passo à frente e amparou o corpo de Flávia.
— Vou levá-la ao hospital primeiro.
Otávio: — Ei.
Ele queria dizer: não seria melhor chamar uma ambulância direto? Por que se dar ao trabalho de levá-la ao hospital?
No entanto, antes que pudesse dizer o resto, Arthur saiu do camarote carregando Flávia.
Valentino olhou na direção da porta, empurrando a bochecha com a ponta da língua.
Heloísa o puxou para sentar. — Os pratos já chegaram, vamos comer primeiro.
Otávio sentou-se, relembrando a aparência um tanto ansiosa de Arthur agora há pouco. Sentia que havia algo estranho, mas não sabia dizer exatamente o quê.
— Por que sinto que o Arthur está agindo estranho em relação à Flávia?
A expressão de Heloísa demonstrou desagrado por um instante. Virou-se para Valentino e o viu de cabeça baixa, examinando documentos.
Como ele não deu mais atenção a Flávia por causa das palavras de Otávio, ela relaxou.
Antes, Arthur não suportava Flávia. Desde quando isso mudou?
Antes que pudesse pensar melhor, Otávio interrompeu seus pensamentos.
— Heloísa, você acha que os dois não estão mantendo contato pelas nossas costas, né?


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