Ela concordou exultante e saiu da sala privada.
— Heloísa, não tem ninguém aqui, então vou ser direta. O que você quer para emitir o Termo de Perdão e Desistência?
— Por que eu daria o perdão? Eu quero que a Pietra vá para a cadeia!
Seu olhar era cruel e não dava margem para negociações. Flávia franziu a testa.
— Você tem certeza?
— Lógico. — Heloísa levantou a sobrancelha: — Você acha que eu levei aquela surra no hospital de graça?
O Restaurante Belle Escale era rápido, e, durante a conversa, os pratos já começaram a chegar.
A grande mesa para quinze pessoas do salão privado ficou completamente cheia de pratos.
A porta da sala foi fechada mais uma vez.
— Foi você que agrediu a Pietra primeiro. Ela só agiu em legítima defesa. — Flávia tentou argumentar.
— Então vai lá dizer isso para a polícia. — O tom de Heloísa era provocativo: — Diz para eles trabalharem do jeito que você quer.
A testa de Flávia se enrugou.
Heloísa agora era noiva de Valentino. Será que aqueles policiais realmente lidariam com aquilo de forma imparcial?
Ela duvidava.
Heloísa ficou mexendo nas unhas: — Antes, eu era só a namorada do Valentino, e ele já me apresentava os contatos dele. Você foi a esposa dele por sete anos e ele não te apresentou nenhum.
— E agora você corre atrás de mim implorando por uma coisinha de nada. O título de Sra. Monteiro que você tinha não valia nada.
Valentino nunca quis assumir publicamente o nosso casamento, então por que ele iria me apresentar seus contatos importantes?
No entanto, ele assumiu em público que Heloísa era sua namorada, e ainda lhe arranjou contatos e fechou negócios com a família Vasconcelos.
Ela já tinha notado há muito tempo a preferência que ele tinha por Heloísa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mestre Restauradora e Sua Filha Secreta