Arthur foi rápido e a abraçou pela cintura para impedi-la de cair.
O cheiro suave dela pairou no ar. Arthur engoliu em seco, com a voz levemente rouca: — Tudo bem?
Flávia se afastou dos braços dele assim que reagiu: — Obrigada, estou bem.
Sua expressão não era muito natural. Afinal, ele era amigo de Valentino e ter um contato tão próximo com ele parecia estranho.
Escondida atrás de uma árvore, Isadora viu Flávia se jogar de propósito nos braços de Arthur e ficou tomada por uma fúria enorme.
Flávia era mesmo uma sedutora. Não bastava ter Rafael, quantos homens ela queria? Ela estava sedenta!
— Você está bem? — Nina perguntou preocupada, erguendo a cabeça.
— A senhora está bem. — Flávia balançou a cabeça.
O barco era elétrico. Arthur ficou encarregado de pilotar e Flávia cuidou de Nina.
Para cuidar de Flávia, Arthur diminuiu a velocidade de propósito.
Após se certificar de que estava segura, o corpo tenso de Flávia relaxou gradualmente. Ela fechou os olhos para aproveitar o conforto da brisa no rosto.
Nina olhava para os lados. Toda vez que Arthur acelerava, ela ria de felicidade.
Flávia brincou com Nina o dia todo.
A noite caiu.
Os três foram ao restaurante com a melhor vista de Santa Mônica.
Nina brincou o dia todo e sua energia se esgotou. Ela comeu mais cedo e agora estava apoiada na mesa, sonolenta.
Arthur a pegou no colo e falou suavemente: — Durma, o papai está aqui.
Nina encostou a cabeça no ombro dele, resmungando baixo: — Papai.
— Sim, estou aqui. — Arthur ergueu a mão para ajeitar o cabelo levemente bagunçado dela.
Flávia se distraiu por um momento ao ver a expressão tão meiga dele.
Nina teve má sorte, mas ao mesmo tempo era sortuda.
Ela tinha o amor incondicional de Arthur, que compensava a perda de seus pais.

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