Ela planejava submeter um artigo para publicação.
A hora do jantar chegou.
"Toc, toc, toc."
Flávia abriu a porta e, ao ver Valentino lá fora, seus passos pararam.
O homem estava de terno bege, recostado contra o batente da porta com ar relaxado.
Na mente de Flávia, o questionamento daquele dia ecoou novamente, e seu coração deu uma pontada.
No instante em que passou pelo homem, sentiu o ombro ser segurado.
Flávia agiu como um gato assustado, empurrando-o bruscamente e recuando alguns passos.
Ao ver a ação dela, um traço de insatisfação passou pelo fundo dos olhos de Valentino.
— Você se importa tanto assim com ele?
Ele não apontou nomes, mas Flávia entendeu de qualquer jeito.
Ele estava falando de Rafael.
— Não se esqueça, Sr. Monteiro, nós já estamos divorciados. Mesmo que eu me case com Rafael amanhã, isso não é da sua conta.
— Eu não irei perturbar a sua vida e espero que você não venha interferir na minha.
Ao terminar de falar, não olhou para a expressão do homem e afastou-se.
Na mesa de jantar.
Mestre Xavier sentou-se à cabeceira, com Dona Helena do seu lado esquerdo e Rafael ao lado dela.
O lado direito foi ocupado por Heloísa. Flávia sentou-se ao lado de Rafael sem hesitar.
Valentino caminhou até lá calmamente e sentou-se ao lado de Heloísa.
A mesa estava muito silenciosa; só se ouvia o som dos hashis batendo contra os pratos.
Rafael inicialmente planejava ir chamar Flávia ele mesmo. Mas, no tempo de se virar para trazer um prato, Valentino sumiu.
Pensou que ele tivesse ido ao banheiro, e não que tivesse ido chamar Flávia para comer.
O estranho era, como Valentino sabia onde ficava o quarto de Flávia?
A mão de Heloísa não estava curada ainda, então Valentino serviu comida para ela o tempo todo.
E Heloísa respondia a isso com um sorriso.

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