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A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 299

"O que está considerando?"

Elisabete olhou para Vasco, que parecia um jabuti se encolhendo, e viu que só restava a ela mesma falar.

"O que você acha que estou considerando?"

"Não se casar com a Teresa?" disse Elisabete.

Robson respondeu com calma: "Obedecer à vontade da mãe."

Ele seguiu andando em direção ao pátio interno.

Elisabete se arrependeu assim que falou, e correu atrás dele. "Mamãe não quis dizer isso, o casamento vai acontecer normalmente."

Vasco saiu, dizendo: "Não vai se casar com a Teresa, e você ainda não gosta?"

"Você não entende nada!"

"Você não ouviu o que a Eunice disse agora há pouco?"

"Naquela época, rompemos o noivado com a Família Neves justamente porque conhecemos a Teresa."

"Já se passaram mais de dez anos", ponderou Vasco.

"Pensando nela há mais de dez anos, se não se casar com ela, você acha que ele vai se casar com outra pessoa?" suspirou Elisabete. "Ao menos já temos a Beatriz, se não tiver mais filhos, que seja."

Vasco ficou um pouco desconfiado. "Você acha mesmo que nosso filho faria uma coisa dessas? Engravidar a moça antes do casamento?"

"Perguntei à babá sobre o aniversário da Beatriz, queria registrar no nosso livro de família."

"Beatriz não tem só dois anos, ela tem dois anos e dois meses."

"Fazendo as contas, é possível que essa criança nem seja do Robson?"

Ouvindo a análise de Vasco, Elisabete também achou que algo não estava certo.

Ela olhou novamente para o relatório de exame de paternidade. "Talvez devêssemos ligar amanhã para perguntar."

"O diretor desse instituto não foi seu aluno?"

"Foi, sim."

Os dois caminharam juntos para dentro.

Vasco massageava os ombros da esposa, tentando aliviar seu cansaço.

"Deixa eu te contar, nosso filho beijou a Teresa na frente de todo mundo, no meio da rua."

"Isso não parece com o jeito dele, sempre todo formal, feito um ‘médico tradicional’."

"Sobre ela ter engravidado antes do casamento, talvez ele goste tanto dela que não conseguiu se segurar."

Vasco balançou a cabeça. O pensamento de um homem nunca seria igual ao de uma mulher. Quanto mais se gosta, mais se valoriza. Mas ele não quis desfazer o sonho da esposa: "Vamos ligar e perguntar primeiro."

…

Dentro de casa, Teresa fazia Beatriz dormir e ficou deitada ao seu lado.

Por sorte, Marcos tinha deixado de desconfiar.

Ela beijou a menina com satisfação, de novo e de novo no rostinho de Beatriz.

Ela não usava a camisola da noite anterior.

Robson suspirou aliviado.

Ele apagou a luz.

O quarto ficou tão silencioso que só se ouviam pequenos ruídos.

Robson subiu na cama.

Ela dormia profundamente, e ele podia ouvir sua respiração regular.

Aquele dia tinha sido cansativo, ela estava exausta e dormia pesado.

Alguns pensamentos, na solidão da noite, não conseguiam ser escondidos.

Com ela ao lado, não só não se escondiam, como pareciam se espalhar sem controle.

Ele levantou o cobertor e deitou-se ao lado dela, juntos, sob o mesmo lençol.

De repente, o braço dele foi envolvido por algo macio.

Ele olhou para ela: seu rostinho estava apoiado no ombro dele, o calor da respiração acariciando seu pescoço, olhos fechados, sem conseguir abrir de tão sonolenta, mas ainda murmurando palavras doces.

Ele não conseguiu entender o que ela dizia.

Ela estava deitada de lado, encolhida, os braços delicados abraçando o dele.

O braço dele desceu em volta da cintura dela, repousando sobre sua coxa.

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