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A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 289

"Que fofa."

Uma criança de dois anos não conseguia falar muita coisa.

Essas duas palavrinhas fizeram o casal de idosos cair na risada.

Elisabete a segurava no colo, cheia de carinho, e deu um beijo na bochecha de Beatriz. "Beatriz que é fofa, tão linda."

Ela a observou com atenção. "Na verdade, não parece tanto com meu filho, se parece mais com a nora."

"Meu filho anda sempre com aquela cara fechada, melhor mesmo parecer com a nora." Vasco pegou o pirulito das mãos de Beatriz, tirou o plástico e devolveu a ela. "Olha só o vovô, esqueceu de abrir pra você."

Beatriz olhou para o pirulito docinho chegando perto da sua boca.

Mas, então, uma mão grande apareceu e tirou o pirulito.

"Não pode comer."

A chegada de Robson fez com que todos ficassem mais sérios.

Beatriz fez um biquinho, ficou meio chateada de não poder comer o pirulito.

"Filho, de vez em quando não tem problema." Vasco tentou pegar de volta.

Robson jogou direto no lixo.

Isso deixou Vasco quase perdendo a paciência.

Beatriz desceu do colo de Elisabete. Elisabete a ajudou com as duas mãos, olhando para Beatriz, toda derretida de tanto carinho.

Beatriz foi segurar a mão de Vasco, que se agachou.

"Vovô, comer doce faz mal aqui, aqui e aqui."

Beatriz apontou para a cabeça, para os olhos e para os dentinhos brancos, balançando a cabeça e falando toda séria, como se estivesse explicando. Vasco sentiu o coração derreter.

Desde o começo, ele sentia um carinho enorme, como não poderia ser neta deles?

Tão fofa.

"Então, vovô vai comprar outra coisa gostosa pra Beatriz." Vasco afagou os cabelinhos de Beatriz.

Beatriz logo foi pega no colo.

Ela se jogou nos braços de Robson e chamou docemente: "Papai."

Com um "smack", deu um beijo em Robson.

Robson esboçou um sorriso.

O sorriso deixou Vasco e Elisabete surpresos.

O rostinho de Beatriz ficou apoiado no ombro de Robson, as mãozinhas gordinhas no ombro dele, grudadinha nele, bem tranquila, os cílios baixando: "Papai, onde está a mamãe?"

Nesse momento, o irmão de Elisabete, Eduardo Ramalho, apareceu.

"Dá pra sair o resultado em duas horas?" Vasco perguntou.

"Pode deixar, cunhado." Eduardo pegou a sacola.

Saiu da casa da Família Guerra e entrou na limusine Lincoln parada na porta.

Eunice estava ao lado. "Me ajuda mais uma vez."

"Procure seu noivo, Mateus."

Eunice lembrou das manias irritantes de Mateus, segurou de leve a gola de Eduardo. "Eduardo, me ajuda só mais uma vez, por favor?"

Ela beijou suavemente os lábios de Eduardo, sabendo o quanto era irresistível para ele.

"Se eles casarem, meu coração não vai aguentar." Eunice pegou a mão de Eduardo e colocou em seu peito, ali onde havia a cicatriz da flecha disparada por Eduardo. "Você me impediu de ser mãe, não pode atender só mais um desejo meu?"

"Diz pra eles que a criança não é do Robson."

Beijou-o nos lábios.

Eduardo conteve as palavras de Eunice na garganta.

Duas horas depois, Eduardo ligou para Elisabete. "Irmã, a criança não é do Robson."

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