Robson respondeu com um leve "uhum", envolvendo com delicadeza a cintura de Teresa com sua mão grande.
Teresa admirou várias vezes a decoração do quintal e, seguindo o desejo de Robson, entrou para dentro da casa.
Fáusio e Melinda apressaram-se em entrar primeiro, e de lá vieram sussurros apressados e sons de movimentos atrapalhados.
"O Sr. General também veio."
"Estamos ferrados, ainda tem um ILOVEYOU ali, tira logo isso."
"E se o Sr. General descobrir que estamos ajudando o professor a conquistar a mulher dele…"
"Ah, mas o Sr. General nem gosta de verdade dela…"
A voz de Melinda parou nos lábios.
Até hoje, sempre pensara assim, mas agora, vendo os dois juntos, realmente pareciam um casal em harmonia, deixando qualquer um imaginando coisas.
"Não perde tempo…" Fáusio apressou.
Teresa e Robson entraram, e Gustavo apareceu conduzindo um Raul radiante de alegria.
O filho parecia enfeitiçado: ora observava o Sr. Guerra beber água, ora comer, ora…
Esquecera completamente do próprio pai, assim como das tarefas que lhe foram dadas.
Gustavo foi à cozinha e trouxe camarões apimentados, típicos da Bahia. "Teresa, você não disse que fazia tempo que não comia uma comida nordestina?"
"Prova."
Gustavo, usando luvas descartáveis, descascou um camarão e o colocou no prato, empurrando-o para perto de Teresa.
Quando Teresa pegou o garfo para experimentar, o centro giratório da mesa foi movido.
À sua frente parou uma tigela de caldo de peixe preto.
Mãos longas e delicadas apareceram diante dela.
Robson pegou a tigela de Teresa e, com calma, serviu-lhe o caldo de peixe.
Ao pousar a tigela, um leve som ecoou, chamando a atenção na quietude da casa.
"Ela está tomando remédio."
Robson disse isso para Gustavo, depois completou para Teresa: "Tem que evitar certos alimentos."
"Sim."
Teresa respondeu dócil, embora estivesse quase salivando de vontade.
A comida da família Guerra era, em sua maioria, saudável: caldos leves, pratos pouco temperados e complementos nutritivos servidos como num banquete interminável, três vezes ao dia.
Teresa ficou tão constrangida que não sabia o que fazer, apressando-se para mudar de assunto: "Com certeza foi um erro da confeitaria."
"O Gustavo não quis dizer isso, ele jamais teria segundas intenções com uma mulher casada…"
"É mesmo?" Robson disse com frieza. "Parece que ele gosta justamente de mulheres comprometidas."
Teresa lembrou das antigas investidas de Gustavo, engasgou por um instante, então pegou a faca de plástico e apagou as palavras ‘Eu te amo’ do topo do bolo. "O Gustavo realmente não quis dizer isso."
Gustavo, indignado, quis avançar para se defender, mas Teresa segurou seu braço.
"Vamos comer o bolo." Teresa lançou um olhar severo para Gustavo.
Os dois trocaram olhares sob o olhar atento de Robson, a mão de Teresa ainda pousada no braço de Gustavo.
Robson levantou-se, sua silhueta alta e imponente projetando uma sombra sobre a mesa, assustando Fáusio e Melinda a ponto de suas pernas ficarem bambas.
"Por hoje é só," Robson passou o braço pelo fundo da cintura de Teresa, "vamos embora."
O olhar frio que lançou parecia dizer: mais um segundo e ele perderia a paciência.
Teresa ficou imediatamente tensa, seguindo Robson em silêncio, mas de repente seu pulso foi agarrado, e ela foi puxada para trás.
No ouvido, ouviu a voz firme de Gustavo: "Sr. General, o senhor se aproveitou de sua posição para se casar primeiro no cartório com a Teresa. Mas ela não te ama, não pode obrigá-la a fazer uma cerimônia, nem a viver como sua esposa."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...