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A Luna Inesperada romance Capítulo 50

*PONTO DE VISTA DO RYDER*

No dia seguinte, tinha que ir à matilha Eclipse, já era hora de uma visita. Estava na parte do castelo do Louis, revisando as nossas mais recentes descobertas, embora a minha mente não estava totalmente concentrada no trabalho. Eu preferiria estar com a minha parceira naquele momento, a possuindo de muitas maneiras que tinha sonhado. Porém precisava esperar. Tínhamos toda a vida para passarmos juntos. O primeiro a fazer, era conseguir justiça para ela.

Louis tinha conseguido uma nova pista no caso em que estávamos trabalhando há meses. A informação chegou até nós depois que o estúpido filho do Simon Walker tentou me matar usando bruxaria. Uma carranca cruzou o meu rosto quando lembrei do que tinha acontecido. Eu poderia tê-lo matado lá mesmo se a minha parceira não estivesse lá para me impedir. Por fim, decidi que ele não morreria tão facilmente. Ele ficaria trancado em nossas prisões pelo resto da sua vida sofrendo uma tortura constante. Ele tinha que ter uma morte lenta e dolorosa. Eu pessoalmente me certificaria de que ele permanecesse irreconhecível até mesmo para os seus próprios pais.

A notícia sobre o comportamento dele se espalhou por toda parte. Os membros do conselho não tiveram escolha a não ser deixá-lo enfrentar as consequências das suas ações. O que não faltaram foram apelos do pai e dele e dos governantes do bando dele, mas foram em vão. Porém não era isso que estava me levando à matilha Eclipse. Jordan merecia tudo o que estava recebendo e ainda pior, pelo que tinha feito com a minha parceira. Não conseguia entender como uma matilha inteira podia ser cruel com alguém tão doce.

Toda a matilha Eclipse deveria vir rastejando aos pés dela, e não havia melhor momento para fazer que isso acontecesse. Era a hora! Há muito tempo estava evitando ir à matilha Eclipse.

Alguns dos meus homens encontraram uma trilha quando foram enviados lá para procurar a minha parceira. Um grupo de homens relatou ter entrado em uma parte do local e encontrado o corpo de uma Luna que estava desaparecida há meses. Tudo indicava que a Luna tinha tentado fugir e acabou sendo estuprada. Os culpados tentaram escapar, mas a minha equipe estava no local. Embora ela já estivesse morta quando a encontraram, eles conseguiram capturar dois dos homens. Um deles era membro da matilha Eclipse, por isso precisava visitá-los.

Eu tinha acabado de fazer essa descoberta, antes de ir verificar a minha parceira. Queria me certificar de que ela ainda estava no mesmo lugar que a deixei, algemada à minha cama e, para o meu alívio, ela estava. Não me sentia culpado por mantê-la daquela maneira. Estava disposto a fazer qualquer coisa para garantir que ela não desaparecesse do palácio novamente.

Além disso, eu dei ordem proibindo que a Elsie se aproximasse da minha casa. Ela era a culpada de tudo o que tinha acontecido. Eu pensava que a Elsie sabia jogar o meu jogo. Porém ela sequer tinha se arrependido. Ela se justificou dizendo que sabia o que estava fazendo e, blá, blá, blá.

A fuga da minha parceira mexeu muito com a minha cabeça. Percebi o quanto ela significava para mim e o quanto eu não quero fazer nada que a faça querer ir embora. Logo, descobri que a Susan tinha dito algumas palavras para perturbá-la. Dei um aviso a ela, para ficar longe de mim e da minha parceira, enquanto ela ainda estivesse no palácio.

O meu pai ainda a queria por perto, mas depois que eu a coloquei no seu lugar, ela quase fugiu na manhã seguinte que voltamos para casa.

Deixar a minha parceira voltar para a sua antiga matilha não estava nos meus planos, principalmente depois que descobri o que sinto por ela. Eu odiava deixá-la algemada, mas não queria que ela fugisse aproveitando a minha ausência. Uma segunda vez me mataria.

Ainda estava me sentindo desorientado por causa do nosso pouco tempo juntos e por ela declarar o seu amor por mim. Não porque eu não a amasse também, mas porque estava com medo. Nunca admiti ter medo de nada na minha vida, até que ela desapareceu. Estava com medo do que aconteceria comigo se eu a perdesse novamente, assim como foi com a Adeline.

Lembrava a mim mesmo que ela não era como Adeline. Eu poderia muito bem dizer a ela todas as coisas doces que ela esperava. Mas ela tinha que deixar de ser teimosa e eu tinha que resolver aquele caso primeiro.

Eu não nego que tive as minhas dúvidas sobre Adeline. Desde a primeira semana que descobri que ela era a minha parceira, eu sabia que tinha algo errado com ela. Talvez eu tivesse muito pouco tempo para ela naquela época, mas ela era a minha parceira. Eu esperava que os meus instintos estivessem errados sobre ela.

E se eu falhasse com a Tiana? Se eu não fosse o suficiente para ela? Nunca tinha duvidado de mim mesmo antes. Se a confiança tivesse um rosto, seria o meu rosto, mas lá estava eu, duvidando se poderia fazê-la feliz. Eu não pude fazer a Adeline feliz, mas queria ser um homem melhor para a Tiana. O primeiro que tinha que fazer era esclarecer o passado dela e encontrar os seus pais, se fosse possível.

A loba da Tee é a única preto e branco que eu já vi. Ela é grande, forte e poderosa, e não nego nem por um segundo que ela se sairia bem em uma luta. Não que eu quisesse vê-la lutando, eu mataria qualquer coisa ou qualquer um que a desafiasse para uma luta.

“Eu sei que a sua cabeça está no seu quarto com a sua parceira. Se você precisa ficar com ela agora, eu posso resolver isso com o Adrian", ele disse.

Eu balancei a cabeça em discordância. “Não, eu preciso estar lá e você sabe disso. Isso me afeta mais do que a qualquer um de vocês. Você já sabe que é um assunto pessoal para mim."

Ele acenou com a cabeça. "Nesse caso, você precisa se recompor." Então, ele foi até o bar e perguntou: "Scotch?" Eu balancei a cabeça.

Ele sorriu. "Já faz um tempo que não conversamos como irmãos, você sabe." Ele disse, enquanto eu olhava para ele. “Se você parasse de excluir as pessoas, talvez tivesse mais amigos. Você não precisa ser tão tenso perto de mim, e antes de fazer um dos seus discursos, sobre todas as responsabilidades sobre os seus ombros como primeiro príncipe, você também deve saber que pode tirar o tempo que quiser. Se eu fosse você, estaria trabalhando muito menos e permitindo que o papai trabalhasse duro até o fim do reinado dele. Mas você é muito dedicado, está sempre procurando uma distração da sua parceira", ele finalizou.

Eu era tão óbvio assim? Sempre me senti desconfortável em falar sobre a Tiana com Louis. Eu sabia da atração inicial dele por ela e, o mero pensamento sempre me irritava. É bem verdade que eu sabia que o meu irmão não chegaria perto dela, ele não ousaria. Ainda assim, eu estava sempre em alerta.

Em seguida, ele me entregou a bebida, com um sorriso presunçoso no rosto. Ele estava certo, muitas vezes eu esquecia que somos irmãos. Talvez dizer para ele como me sentia naquele momento não seria uma má ideia.

Suspirei e relaxei na cadeira. "Eu não quero repetir o que aconteceu com a Adeline", admiti.

Ele acenou com a cabeça e se sentou ao meu lado. Passamos a noite conversando como irmãos pela primeira vez depois de muito tempo. Começava a criar um vínculo mais forte com o meu irmão mais novo.

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