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A Luna Inesperada romance Capítulo 40

PONTO DE VISTA DO RYDER

Como ela tinha conseguido escapar? Como era possível que ela tinha saído do palácio sem que ninguém a visse? Eu me perguntava. A menos que alguém a tivesse ajudado a fugir. 'Se eu descobrir quem fez isso, não terei nenhuma piedade com essa pessoa. Se eu a encontrar, ela será punida. Parece que dei muita liberdade para ela', pensei.

Eu devia saber que isso ia acontecer. Pelo amor de Deus! Por que eu tinha dado tanto privilégio para ela? E se algo ruim acontecesse com ela? E se ela estivesse em perigo naquele momento? Como eu viveria com a culpa se ela se machucasse ou se eu nunca mais a visse?

Até aquele momento, eu sabia que ela estava bem. Porque se ela estivesse ferida ou com algum tipo de problema, eu teria sentido. Ela tinha saído sozinha? Como ela pôde fazer tal coisa? Como? Tinha a sensação de que estava prestes a enlouquecer se não a visse logo, ou não tivesse notícias dela. Estava com raiva e medo ao mesmo tempo. Aquilo não podia estar acontecendo comigo, não depois de tudo que tinha passado com a Adeline.

E se ela tivesse ido atrás do antigo parceiro dela? Eu o mataria sem pensar duas vezes. Devo confessar que há muito tempo não sentia tanto medo como naquela noite. Não podia perdê-la, e prometi para mim mesmo, que independente do que acontecesse eu a encontraria.

Mandei o chefe da segurança fechar os portões e realizar uma busca minuciosa em toda propriedade do palácio. Porém algo me dizia que ela não estava em nenhum lugar dentro do castelo. Eu não a sentia por perto, o que estava me deixando louco.

"Onde está a sua pequena loba?" Sussurrei para mim mesmo. O que eu queria mesmo era gritar e bater em alguma coisa, mas consegui me controlar. Decidi que se não tivesse notícia dela até a manhã seguinte, enviaria uma mensagem para todos as matilhas para tentar encontrá-la. Se ela estivesse dentro de qualquer território de uma matilha, eles teriam ganho um inimigo. Já era hora do mundo inteiro saber que ela é minha. Ele é minha e de mais ninguém, ela me pertencia para sempre.

Eu estava dirigindo sem rumo, na esperança de sentir o cheiro ou rastro dela, mas era estranho que eu não conseguisse sentir. Ela não poderia ter ido tão longe tão tarde da noite, poderia? Quanto tempo tinha se passado desde que ela tinha saído? Horas? Eu não tinha ideia.

Cerrei os dentes de raiva, enquanto conduzia o carro para a esquerda, para evitar uma vala. Era tarde da noite e eu não estava raciocinando direito. Adrian tinha tentado me acompanhar, mas eu disse que ele ficasse e cuidasse de tudo no palácio. Eu estaria bem sozinho.

Também tinha colocado alguns homens procurando por ela nas matilhas vizinhas. Não podíamos ir muito longe aquela hora da noite, mas também não podia esperar o dia seguinte. O meu lobo continuava uivando de dor e raiva, buscando uma oportunidade para sair. Se eu não estivesse dentro do carro, teria mudado para fazer a busca na minha forma de lobo. O meu lobo estava arrasado.

O idiota do Thomas a tinha perdido de vista. Como ele não sabia que ela não estava no quarto? Thomas trabalhava para mim há muito tempo e eu não sabia que ele era um imbecil incapaz, que estava mostrando ser. O mesmo posso falar dos homens que faziam a segurança na porra dos portões. Eles a tinham deixado sair sem questioná-la, como se não soubessem que ela era a minha parceira. Eles nunca tinham sido tão desleixados ou incompetentes no trabalho até então. O que tinha acontecido?

Me perguntava porque eu não tinha aprendido depois da Adeline. Eu não deveria ter dado tanta liberdade para ela. Se eu a tivesse algemado na minha cama talvez ela não tivesse escapado. Se ela tivesse a minha marca, eu teria uma conexão mais forte com ela. Eu deveria ter feito isso há muito tempo. Eu deveria ter colocado a minha marca nela no momento em que coloquei os olhos nela. Por que tinha me arriscado tanto?

Podia ouvir o meu lobo ameaçando de puni-la, reivindicá-la e fazê-la implorar por misericórdia. Desde do inicio, ela estava sendo muito teimosa e a sua fuga era o auge da sua teimosia. "Vamos esperar até que eu a encontre", disse, tento acalmá-lo. Mas ele não se acalma tão facilmente e nem eu.

O meu telefone começou a tocar e eu atendi sem checar quem era, colocando no viva voz.

Então, me perguntei, há quanto tempo ela estava planejando fugir? E quem a tinha ajudado a sair do palácio? Era muito improvável que ela não tivesse recebido ajuda, considerando que ela não estava familiarizada com o palácio e seus arredores.

A verdade é que eu tinha muita coisa para resolver, mas descobri quem a tinha ajudado estava no topo da minha lista de prioridades. Passei várias horas correndo pela floresta e uivando para a lua na minha forma de besta, pois não conseguia descansar. Isso só seria possível se eu tivesse uma notícia positiva. A essa altura, eu daria uma recompensa para quem a encontrasse ou tivesse notícias do seu paradeiro. Eu só queria encontrá-la o quanto antes.

Eu também esperava que o meu lobo fosse capaz de sentir traços do cheiro dela facilmente, mas como eu deduzia, ela não estava em nenhum lugar daquela região. Quando eu a encontrasse, ela iria implorar por misericórdia. Nada iria me dar mais prazer do que vê-la implorando por misericórdia. Ela podia ser domesticada e eu a tornaria o mais submissa possível.

Eu tinha dado tempo para ela se adaptar, para aceitar que era a minha parceira. Eu queria que a loba dela ficasse mais forte e que ela tivesse a sua primeira transformação. Pois eu sabia que a loba dela definitivamente seria mais forte a partir do momento que ela estava acasalada comigo. Ela não seria uma loba normal, e eu precisava que ela passasse por essa fase primeiro, mas olha onde fui parar por causa disso. Foi assim que ela resolveu retribuir, planejando uma fuga, fugindo na primeira oportunidade que teve.

Os malditos idiotas incapazes que permitiram que ela fugisse tinham que pagar, quer eu a encontrasse ou não. Na verdade, eu não conseguia aceitar a possibilidade de não encontrá-la. Era muito doloroso pensar que isso fosse possível.

'Por que eu tinha que ser punido dessa maneira? Por que eu sempre tenho que sofrer?' Me questionei. Na verdade, não estava nos planos me apegar a ela ou deixá-la me afetar tanto, mas ela é totalmente irresistível. Quanto mais eu tentava não me apegar, mais me encontrava enrolado nas suas pequenas garras. A sua fuga, a sua ausência, me fez enxergar o quanto a sua presença significa para mim. Porém prometi para mim mesmo que ela não teria outra oportunidade de fugir quando eu a encontrasse.

Creio que provavelmente teria me sentido melhor se isso tivesse sido planejado pelos lobos ocidentais, como vingança por deixar de ajudá-los. Pelo menos eu saberia onde procurá-la. Porque naquela situação, eu não tinha ideia de onde ela estava e mal podia esperar até o amanhecer para fazer uma busca completa.

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