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A Luna Inesperada romance Capítulo 35

Eu estava fervendo de raiva e caminhando de um lado para o outro no quarto. Ainda muito chateada com o que Susan tinha dito. Me sentia oprimida por causa do que tinha acabado de descobrir. Ryder ainda estava apaixonado pela Adeline. O que explicava porque ele ainda não tinha colocado a sua marca em mim. O filho da puta estava brincando comigo.

Que ódio da Susan! Mas ela tinha razão. O Ryder é um príncipe alfa, já tinha visto o quão dominador e possessivo ele podia ser. Um homem como ele já teria me marcado, exceto se ele estivesse apaixonado pela sua parceira anterior. O que explicava porque aquele assunto era sempre tão delicado. Porque ele não tinha falado sobre ela mesmo depois de eu ter contado a minha história para ele.

Quando contei para ele, vi como ele ficou afetado e qual foi a sua reação imediatamente depois. Sim, temia pelos lobos ocidentais, porque as minhas intenções não eram piorar a situação deles. Podia imaginar como a decisão dele afetaria a matilha Eclipse, uma vez que a família real não estivesse mais garantindo a segurança deles.

Ryder disse que preferia investigar a morte do Jayce, porém não via como isso iria beneficiar o caso dos crimes que estavam acontecendo naquele momento. Elsie também achava que Jayce tinha sido assassinado propositalmente. Mas como tudo isso estava relacionado? A morte dele tinha sido há quase treze anos, pelo amor de Deus!

Depois de tudo o que aconteceu, achava que não queria estar naquela casa ou em qualquer lugar perto do Ryder, nem mesmo no castelo real. Eu precisava de um tempo longe dele. Por mais que amasse o seu cheiro doce espalhado pelo quarto, preferia não dormir ali aquela noite. Eu não queria ter que enfrentar o Ryder ainda, não depois de tudo o que tinha descoberto.

Se o Thomas não estivesse lá, aquela briga com a Susan poderia ter sido muito pior. Para alguém que dificilmente se envolve em lutas físicas, devo dizer que fiquei um pouco surpresa com a rapidez com que reagi e dei um soco em Susan. Eu não sabia que era capaz de brigar daquela maneira contra ninguém.

Quando estava na matilha Eclipse, sempre evitei de todas as formas brigas e confrontos físicos. Sempre achei que todo mundo era mais forte do que eu, que eu não tinha a menor chance contra eles. Porém, depois da briga com a Susan passei a achar que há muito tempo sou capaz de lutar. Talvez fosse algo que eu nunca teria certeza se continuasse trancada no quarto.

Ryder provavelmente sabia onde estava Adeline e passava algumas daquelas noites com ela, quando me dizia que tinha que trabalhar a noite toda. Eu não tinha como descobrir a verdade. Em um minuto, achava que ele se preocupava comigo, mas algo surgia para provar o contrário. Aquele jantar não tinha significado nada. Ele obteve informações sobre mim, mas não me contou nada.

Ainda sentia vontade de socar alguma coisa. E então, comecei a pensar na melhor maneira de sair daquela casa com sucesso. O que seria quase impossível, exceto se alguém me ajudasse.

Peguei o meu telefone da bolsa e ia digitar o número da Layla quando ouvi a maçaneta girar. Eu sabia que não era o Ryder, se fosse, a minha loba estaria em todos os lugares, e então, me virei lentamente.

Elsie entrou e, só de olhar para mim, ela sabia que algo estava errado. As suas feições se suavizaram e ela franziu os lábios.

"Eu acho que as coisas nãoestavam indo bem, certo?" Ela perguntou. Como eu não respondi imediatamente, ela rapidamente acrescentou: “Você está muito abatida. Me diga o que aconteceu."

Suspirei, tentando acalmar os meus nervos, mas naquele acho que era algo impossível.

"Posso te pedir um favor?" Eu perguntei para ela.

Ela hesitou, depois deu de ombros e se sentou no sofá ao meu lado. “Depende”, ela respondeu. “Você pode pedir, mas eu só poderei fazer se estiver ao meu alcance."

Eu acenei com a cabeça, indicando que compreendia. "Eu quero ir embora", eu disse para ela.

A princesa olhou para mim sem expressão "O que você quer dizer com isso?", ela perguntou, parecendo alarmada.

“Eu quero sair daqui, por favor”, eu disse rapidamente, “só por alguns dias."

Ela balançou a cabeça: "Isso é impossível e você sabe disso."

“Por favor, Elsie. Eu não suporto o Ryder e a sua amante. Ela me irrita o tempo todo e, se ele vai deixá-la aqui a vendo me atormentar, então eu quero ir embora. Ele não precisa ficar sabendo que você me ajudou. Eu só quero ficar longe de tudo isso, apenas alguns dias.” Eu a olhei com um olhar de cachorrinho, mas não parecia que ela estava acreditando.

“Você tem noção do que está me pedindo?” Ela perguntou.

Então, eu balancei a cabeça. “Eu sei e eu quero muito isso. Eu voltarei de qualquer jeito e Ryder não sentirá a minha falta. Afinal ele tem uma parceira”, eu disse.

Eu acenei com a cabeça. Três dias também não parece tão ruim.

“Também estou fazendo isso por causa do Ryder”, ela engoliu em seco. “Ele passou por muita coisa e sei que isso vai afetá-lo, mas espero que, de alguma forma, o faça cair em si”, ela disse.

Não perguntei o que ela queria dizer com isso, pois já sabia que ela não iria me contar.

“Agora, se isso é sobre qualquer coisa que Susan disse para você, então devo lhe dizer para não levá-la a sério. Ela é uma vadia e diria qualquer coisa para irritar você. O que quer que o Ryder tenha tido com ela, está no passado. Ele não sente nada por ela. Como eu disse, ele queria fazer você sentir ciúmes. Pois ele viu como você reagiu ao vê-la pela primeira vez, quando os dois se encontraram. Pelo visto, ele conseguiu o que queria. O meu pai gosta dela e a quer por perto também, porque ela também tem sangue real nas veias. Porém, acredite, ela não tem metade da sua beleza e eu não gosto dela, assim como o Ryder não gosta dela”, Elsie explicou.

Mas Susan não era problema meu, mas Adeline era e eu não poderia explicar isso para Elsie. Eu não queria que ela me convencesse a ficar, então apenas balancei a cabeça.

"Eu só quero ir embora", eu disse novamente.

Ela assentiu com a cabeça. “Então é melhor você fazer essa ligação para que possamos sair agora. Não sei quanto tempo temos até o Ryder chegar aqui. Você precisa ser rápida enquanto eu mando o Thomas embora”, ela disse.

“Eu preciso pegar algumas coisas", eu disse, me virando.

“Não, não, não há tempo para isso. Além disso, vão alertar Ryder imediatamente se virem você carregando uma bolsa. Eu sei exatamente como você pode sair daqui. Você não precisa de roupas extras”, ela me assegurou antes de sair correndo.

Não entendia porque Elsie tinha aceito me ajudar ou por que ela estava sendo tão legal comigo, mas gostava dela e do que ela estava fazendo. Em seguida, liguei para Layla e, como sempre, ela parecia animada ao me ouvir.

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