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A Luna Inesperada romance Capítulo 30

Naquela noite, eu não jantei, pois o Ryder não voltou. Também não consegui dormir. Era meia-noite e eu rolava de um lado para o outro na cama. Eu estava morrendo de preocupação, tinha exagerado, eu tinha consciência disso. Eu não deveria ter dito que sentia algo pelo Jordan só para tentar me vingar do Ryder. Deus sabe que eu não tinha a intenção de começar uma discussão quando o chamei para conversar. Eu queria uma conversa normal, civilizada, queria que ele me contasse sobre a anterior parceira dele e o que ele realmente tinha com a Susan. Inferno! Eu estava desesperada querendo saber o que ele queria fazer comigo. O pai dele não me aceitava e ele não tinha dito nada que sugerisse que me queria de verdade. No entanto, quando o vi, acabei dizendo todas aquelas coisas sem pensar.

Na verdade, eu estava dizendo para mim mesma que era tudo culpa dele. Se ele não fosse tão arrogante, nós não teríamos discutido, mas eu estava tentando me enganar. Eu tinha feito tudo o que a Elsie tinha me dito para não fazer. Enfim, só esperava que ele estivesse em segurança. Bem, eu tinha visto o lobo dele e, sem dúvida, ele era capaz de cuidar dele mesmo. Um lobo tão grande como aquele podia derrubar um exército inteiro, mas isso não me impedia de me preocupar.

Eu me revirei e virei de novo e de novo, mas o sono não chegava. Uma outra possibilidade atormentava a minha cabeça, a de ele ter ido atrás da sua amante.

“Controle-se”, ouvi uma voz muito baixinha na minha cabeça e me sentei na cama imediatamente. Era a minha loba, ela tinha acabado de falar comigo.

"Estou preocupada", eu respondi.

“Você deveria estar mesmo. Você deixou o nosso parceiro louco”, ela disse, fazendo uma careta para mim. Eu não podia imaginar que a primeira conversa real que eu teria com a minha loba seria porque o Ryder tinha nos abandonado.

"Ele passou a tarde toda com a amante dele", eu me defendi e ela me respondeu com um rosnado baixo. Antes que eu pudesse abrir a boca de novo, a porta do quarto se escancarou, e o meu príncipe encantado entrou.

Sem pensar, assim que ele entrou, eu pulei da cama e corri para abraçá-lo. Sinceramente, eu não sei dizer o que me possuiu ou o que me deu coragem. Porém senti o alívio tomar conta de mim no momento em que ele atravessou a porta daquele quarto. Acabei agindo por impulso. Por outro lado, ele congelou onde estava, e então, as suas mãos envolveram lentamente as minhas. Apesar de que a sua postura ainda era é muito rígida, enquanto ele se agarrava a mim. De repente, ele me levantou do chão, e eu enganchei as minhas pernas em volta da sua cintura e os meus braços em volta de seu pescoço.

Em seguida, ele afastou o meu cabelo do rosto. Eu não tinha percebido as lágrimas nos meus olhos até que ele as enxugou com o polegar. Os seus olhos procuraram o meu rosto. E então, eu enterrei a minha cabeça no pescoço dele novamente e apenas respirei, enquanto ele me embalava como se eu fosse um bebê. Lentamente fui me sentindo melhor.

Quando os meus olhos buscaram os dele novamente, os encontrei negros, e sem dúvida, eu podia ver a luxúria neles. Por mais que eu tentasse esconder, eu estava perdendo a batalha. Mordi o meu lábio inferior, pois podia sentir os meus mamilos ficando duros sob a camisola. Eu não estava usando sutiã por baixo, como tinha feito nos dias anteriores.

"Você queria dizer o que disse?" Ele perguntou com uma voz que mal pude reconhecer como dele. O príncipe parecia estressado e eu me perguntava o que ele tinha feito nas últimas horas, desde que tinha se afastado de mim. Era possível ver pequenas olheiras sob os seus olhos. Nos últimos dias, ele não tinha dormido direito e o único que eu tinha feito era aumentar o estresse dele.

Em vez de respondê-lo, fiz algo que nunca imaginei que seria capaz de fazer. Algo que nunca teria ousado fazer algumas semanas atrás. Algo com o qual sonhei quase todas as noites desde que tinha colocado os meus olhos nele. Eu me aproximei do rosto dele o beijei. No começo, eu ainda estava em dúvida, mas quando ele prendeu a respiração, eu sabia que tinha pego ele.

O Ryder não reagiu ou retribuiu o meu beijo imediatamente. Eu pressionei os meus lábios contra os dele, um pouco desajeitadamente, os chupando com a minha língua, até que ele finalmente abriu a boca. E então, ele começou a atacar os meus lábios avidamente. No início devagar, mas dois segundos depois, ele estava chupando e mordiscando os meus lábios, como se estivesse faminto durante muito tempo.

Senti um calor crescendo entre as minhas pernas quase que imediatamente, assim como uma pulsação assustadora, porém doce, mas eu queria mais. Me agarrei nele com força, ao seu pescoço, enquanto um gemido escapou dos meus lábios, e então ele praguejou.

"Foda-se", ele disse com a voz rouca e aprofundou o beijo. As nossas línguas brincavam uma com a outra, erámos como dois animais famintos. Era o nosso segundo beijo, o meu segundo beijo. Fiquei surpresa com o quão rápido eu estava indo e como parecia experiente.

"É você quem tem outra mulher bem dentro de casa", eu disse com raiva.

“Isso é coisa do meu pai. Posso impedi-la de vir aqui, mas não posso impedi-la de entrar no castelo real, pois quem manda lá é o meu pai”, ele respondeu, como se estivesse frustrado.

Então, eu bufei. "Parece que você estava se divertindo com ela", eu não tinha esquecido dos dois e ela sorrindo na varanda. Aquela imagem não saía da minha cabeça. Porém tinha que me conter, uma palavra a mais e poderia irritá-lo novamente. Ele estendeu a mão e começou a traçar os cantos dos meus lábios, os seus olhos olhando avidamente para eles.

Eu tinha esperado por ele até aquela hora, não tinha conseguido dormir. Ele parecia muito estressado, mas lá estávamos nós, discutindo de novo. Então, suspirei e balancei a cabeça. As minhas bochechas ainda estavam vermelhas e os meus mamilos ainda apontavam descaradamente para ele. Enquanto ele estava preocupado com o que eu tinha dito, eu não tinha controle sobre o meu corpo. Cada parte de mim respondia eletricamente ao menor toque dele. Eu gostaria tanto de ter o autocontrole dele.

Desci do colo dele e o empurrei para o lado, com cuidado. Ele não disse uma palavra, apenas olhou para mim, enquanto eu caminhava para a cama. Os seus olhos teriam me despido se pudessem.

“Boa noite, Ryder”, eu disse. Ele não respondeu, mas eu ainda podia sentir os seus olhos em cima mim, minutos depois de que eu fingi estar dormindo. Até que depois de cerca de dez minutos, eu senti ele subir na cama e deitar ao meu lado. Continuei fingindo que estava dormindo.

Então, era ele quem se revirava na cama, enquanto eu agia como se estivesse dormindo. Depois do que pareceu uma eternidade, senti os braços dele em volta da minha cintura. Ele me puxou para mais perto dele e enterrou o rosto no meu pescoço.

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