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A Luna Inesperada romance Capítulo 13

PONTO DE VISTA DA TIANA

'Tédio, desde que a princesa se foi, muitas horas se passaram, e até agora, a Elsie não voltou com o meu celular', pensei. Eu sabia que o senhor Assustador ainda estava atrás da porta e tentar sair do quarto de novo não era uma opção. Teria que seguir presa. Cerrei os dentes, frustrada. 'Acho que não gosto muito desse príncipe.' Na minha opinião, era pura maldade dele me deixar sozinha por horas no quarto. O que passava pela cabeça dele? Me peguei continuamente suspirando e xingando, e me perguntando quanto tempo ele planejava me manter prisioneira. 'O arrogante filho da puta! Príncipe ou não, vou providenciar para ele, de alguma forma, uma dose do seu próprio remédio.' Pensei em trancá-lo no quarto e fugir com as chaves, para que ele sentisse o mesmo que eu estava sentindo.

Bem, é verdade que o meu plano parece ridículo, mas a ideia de certa forma era reconfortante. Estava há horas no quarto e, caramba, tinha a sensação de que acabaria enlouquecendo se não fosse solta ou se não houvesse companhia humana, alguém com quem interagir. Seria bom se a princesa Elsie tivesse ficado mais tempo. Além de ser muito simpática, ela tinha dito que poderíamos ser amigas. 'Por que então ela ainda não trouxe a porra do telefone? Ela está com tanto medo assim do irmão? Aposto que sim. Todo mundo tem medo dele', suspirei de novo e me acomodei no colchão macio.

Queria tomar banho e dormir, mas sequer tinha roupas para me trocar, e não podia dormir no quarto do Príncipe. Por fim, deitei na cama e inalei o cheiro dele novamente.

"Uhum, ele cheira tão bem", gemi e fechei os olhos.

Devo ter cochilado por algum tempo e fui acordada por alguém caminhando dentro do quarto. Me sentei ereta e senti o meu coração disparar quando descobri quem estava ali comigo. Me levantei tão rápido, que perdi o equilíbrio.

Na mesma hora, deixei de lado o meu plano de trancá-lo e sair correndo com as chaves. A mera visão dele me fez derreter. Estava me sentindo inquieta, animada e assustada ao mesmo tempo. O príncipe é um homem que intimida, e para piorar, ele ficou atrás da luz, e portanto era difícil ver a expressão do seu rosto. A camisa dele estava desabotoada até a metade do peito, revelando os seus músculos, o que me fez engolir a saliva.

Lá estava ela de novo, a minha loba só vem me visitar quando ele está por perto, ela chega abanando o rabo e babando pelo nosso parceiro. Posso me referir a ele assim? É bom demais para ser verdade, tinha certeza de que ele me rejeitaria, as minhas dúvidas voltaram, mas não conseguia evitar todos os diferentes sentimentos ao mesmo tempo dentro de mim. Não conseguia nem mesmo encontrar a minha voz.

Imaginei como seria estar naqueles braços musculosos dele e o meu rosto imediatamente ficou vermelho. Ele não precisa me tocar para eu sentir calor lá embaixo. O cabelo dele ainda estava cobrindo a testa, implorando para que eu passasse os meus dedos nele. Lambi os meus lábios inconscientemente e desviei o olhar, envergonhada. Notei que ele estava me estudando de perto, era como se ele pudesse ler os meus pensamentos. O que tinha acontecido com toda a minha raiva? O único que sentia naquele momento era uma atração louca pelo Deus que tinha diante dos meus olhos.

De repente, ele deu dois passos na minha direção e parou, me examinou com olhos que pareciam ver através da minha alma. Então, ele estendeu a mão para acariciar o meu rosto, fazendo com que faíscas se espalhassem por todo o meu corpo. Eu nunca tinha sentido nada parecido, nem mesmo quando soube que Jordan era o meu parceiro. Porém, ele tirou as mãos quase que imediatamente, mas o ponto onde os seus dedos tinham tocado ainda formigava.

“Parceira”, ele rosnou possessivamente, e eu já pude sentir a minha calcinha molhada. 'Qual é o meu problema?' Eu precisava pensar. Ele pode ser bonito e excessivamente sexy, mas ele estava me mantendo trancada naquele quarto por horas contra a minha vontade. Além disso, o guarda-costas dele tinha deixado claro que o príncipe tinha outras mulheres. Enfim, um homem como ele não podia ser bom para a minha saúde mental.

"Tire a roupa", ele disse asperamente, me deixando de boca aberta, e então a raiva voltou com tudo. A expressão do rosto dele era dura, e não dizia muita coisa, mas o seu tom era muito autoritário. 'No que ele está pensando?'

"O quê?!" Tentei fazer com que o medo na minha voz não fosse evidente, mas acho que não fui convincente. E se ele só quisesse me usar e depois me jogar fora? Que chance eu teria com ele? Estava inegavelmente atraída por ele, mas preferia morrer a deixá-lo me usar daquela maneira.

Durante alguns segundos, ele pareceu surpreso, e então parecia que estava se divertindo, um pequeno sorriso curvou os seus lábios, o fazendo parecer perigosamente sexy. Mordi o meu lábio inferior após aquela explosão e quando ele se aproximou, eu só queria que o chão se abrisse e me engolisse.

"Ah, mas eu não disse que quero fazer sexo", ele disse com uma expressão entediada, e o meu rosto ficou vermelho na sua tonalidade mais forte. “Você precisa tomar banho. Eu trouxe uma camisola ou você”, ele apontou para a cama, foi quando vi a roupa de dormir. Mais constrangimento, e ele parecia estar gostando do olhar de desconforto no meu rosto, enquanto eu adoraria tirar aquele sorriso do rosto dele.

Eu sei que deveria ter pedido desculpas, mas o orgulho e o constrangimento não me permitiram. Também sabia que não podia tirar a roupa com ele me olhando. Me perguntei se ele era sempre tão arrogante ou o problema era meu?

Em seguida, ele se aproximou de mim, dificultando a minha respiração. "Se eu fosse você, não teria tanta certeza de que não vai fazer sexo comigo", ele sussurrou bem perto do meu ouvido. Senti todo o meu corpo se arrepiar com a proximidade dele, e uma parte de mim estava com medo, mesmo assim eu queria que ele estendesse a mão e me tocasse, para que eu pudesse sentir o seu toque na minha pele mais uma vez...

Ele sorriu para mim novamente, e então caminhou na direção da porta. "Estarei de volta em quinze minutos, certifique-se de ter terminado até lá", ele falou alto, saindo e batendo a porta atrás dele.

Respirei aliviada, não tinha percebido que estava prendendo a respiração até ele sair. “Idiota”, xinguei e rapidamente comecei a tirar a roupa.

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