(PONTO DE VISTA DE AVERY)
Lutei para puxar minha mão dos dedos de Gideon, mas ele me segurava com firmeza.
— Então essa é a sua tática. — Ele me olhou de cima a baixo por um longo momento. — Admito, não achei que você tivesse coragem de tentar me seduzir com joguinhos mesquinhos. Que infantil.
Rapidamente, ele me soltou e se inclinou sobre a cama para erguer a roupa de baixo escandalosa. Ele inclinou a cabeça em minha direção com uma sobrancelha levantada.
— É isso que você acha que eu quero de você? — Ele riu baixo. — Economize seus esforços. Eu não vou dormir com você.
Ainda rindo, ele jogou a lingerie de volta na cama e saiu pela porta sem olhar para trás. E então, ele se foi.
Senti como se todo o meu sangue tivesse migrado para minhas bochechas. Caminhei até a porta e, infantilmente, bati-a com força atrás dele. Isso me fez sentir um pouco melhor.
Bem, isso foi humilhante. Resmunguei enquanto pegava a roupa vergonhosa e a jogava na lata de lixo.
Nos dias seguintes, descobri que não suportava ficar no meu quarto. Ficava reprisando a cena com Gideon na minha cabeça e inventando coisas que gostaria de ter dito em vez do que disse. Preciso mudar de ares.
Vesti roupas práticas para atividades ao ar livre e fui até os hectares de terra reservados para os jardins comunitários da Alcateia Nightwolf. Embora o espaço já tivesse sido cultivado um dia, era óbvio que ninguém se esforçava para cuidar ou manter os canteiros há muito tempo.
Arrancar ervas daninhas foi a maneira perfeita de liberar a tensão. Imaginei que estava arrancando o cabelo da Zara e, quando finalmente parei no final da tarde, meu carrinho de mão estava empilhado. Sorri e limpei uma luva suja de lama na testa suada.
— Você está aqui fora há bastante tempo. — A cozinheira, Anna, apareceu ao meu lado com um copo alto de chá gelado, que aceitei com gratidão. Sua aprendiz, Hailey, estava ao seu lado e me entregou um sanduíche embrulhado em papel com um sorriso tímido.
No dia seguinte, eu já tinha um pequeno grupo de guerreiros e civis que se voluntariaram para me ajudar no trabalho pesado. Rapidamente os coloquei para revirar a terra, enterrar o adubo e organizar os pacotes de sementes que Anna havia conseguido com uma família de fazendeiros locais.
No almoço, sentamos em mesas longas na sombra para comer e descansar um pouco antes da última parte do trabalho do dia. Definitivamente estava ficando quente lá fora. Levei meu copo vazio até onde Anna havia colocado jarras de suco fresco e um balde de gelo.
O gelo tinha começado a derreter e se transformado em um grande bloco. Bati nele com frustração, tentando quebrar um pedaço ou dois.
— Se importa se eu quebrar o gelo? — Uma voz alegre disse atrás de mim.
Virei-me e vi um jovem guerreiro com um sorriso travesso. Com um sorriso, indiquei que ele era bem-vindo para tentar. Ele quebrou o gelo rapidamente com sua faca e deixou cair alguns pedaços no meu copo.

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