Ponto de vista de Laurence
Ao olhar nos olhos de Andres, percebi como era fácil confiar nele. Seu toque tranquilizador nas minhas mãos depois da ligação fez-me questionar tudo. Ele sempre foi assim? Ou ele mudou? Parecia que eu estava o conhecendo pela primeira vez.
Você não pode comparar quem uma pessoa é quando te ama e quando não te ama. Porque são duas pessoas completamente diferentes.
As sábias palavras da minha avó Monica ecoaram em minha mente como uma melodia de conforto. Enquanto eu ponderava esses pensamentos, perguntas surgiam em minha mente como sombras na noite. O Andres realmente me amava? Eu seria capaz de acreditar totalmente no seu amor?
"Laurence, você está bem?" A voz de Andres interrompeu minha divagação, me trazendo de volta ao momento presente. Sua preocupação era evidente na carranca de sua testa e no aperto suave de sua mão.
Ofereci a ele um pequeno sorriso, disfarçando a turbulência interior. "Estou bem, apenas cansada."
"Vamos. Você precisa descansar." Ele disse e me direcionou para a área privada de descanso no hospital.
Andres gentilmente me guiou até um assento, insistindo que eu precisava descansar. Mas antes que eu pudesse processar suas palavras, a porta se abriu de repente e uma figura vestida de branco entrou na sala.
A médica.
"Sra. Laurence?" A médica chamou, seu tom de voz sereno, porém autoritário.
Eu assenti, meu coração batendo forte no peito, a antecipação me dominando. "Sim, doutora."
"Sr. Martin." Ela cumprimentou Andres, antes de olhar de volta para mim.
A expressão da médica suavizou, um indício de alívio piscando em seus olhos. "Eu tenho boas notícias. Remi acordou e está pedindo pela mamãe."
As palavras pairaram no ar como uma tábua de salvação, enchendo-me de um enorme sentimento de gratidão e esperança. Sem pensar duas vezes, levantei-me abruptamente do meu assento, a necessidade de ver meu filho me impulsionava para a frente.
"Obrigada, doutora. Muito obrigada mesmo." Eu murmurei, quase incapaz de conter minhas emoções.
Com um rápido aceno de reconhecimento, o médico deu um passo para o lado, permitindo-me a passagem para o quarto privado de Remi. Ao entrar no quarto, meu coração disparou à vista do meu filho deitado na cama do hospital, sua pequena cabeça envolvida por bandagens.
"Meu bebê, meu bebê." Sussurrei roucamente, lágrimas se formando em meus olhos enquanto eu corria para o seu lado.
Os olhos de Remi se abriram ao som da minha voz, seu olhar se fixando no meu com uma mistura de confusão e alívio. "Mamãe?"
Eu o recolhi nos meus braços, cobrindo sua testa bandada de beijos enquanto lágrimas de alegria escorriam por minhas bochechas. "Estou aqui, bebê. Estou aqui."
"Eu quero ir para casa, mamãe." Remi murmurou, sua voz mal acima de um sussurro.
"Não se preocupe, bebê."Eu o tranquilizei, minha voz tremendo com emoção. "Você irá para casa logo, ok? Só queremos que você esteja bem primeiro." Remi acenou com a cabeça e aconchegou-se em meus braços.
"Mas mamãe, onde está a Iris? Onde está o Romeo? Onde está o Thom?" A voz de Remi estava tingida de curiosidade, seus olhos escaneando o quarto em busca de seus irmãos.

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