Ela não conseguia se dar bem com Ariana e, mais importante, não queria lidar com seus joguinhos. Então, no fim das contas, simplesmente se mudou da casa da família Hale.
Quem não sabia dos detalhes pensava que Tempest a havia mimado e tirado de lá. Na verdade, foi uma decisão dela mesma.
Ela se esforçava para esconder a solidão do passado com um sorriso generoso, mas Eddie ainda percebia uma ponta de tristeza em sua voz.
Ele não insistiu no assunto Tempest. Em vez disso, perguntou com calma:
— O que você vai fazer sobre a Ariana?
Ontem, o pessoal da Stella e Evie tinham ajudado. Evie ficou furiosa, bateu nos homens e os interrogou sem piedade junto com a equipe da Stella.
O olhar de Eddie pousou no inchaço vermelho visível nas costas da mão de Rianne. Era uma queimadura de frio do dia anterior. Ela fez o possível para se abrigar em uma parte protegida da caverna e empilhou roupas sobre o corpo, mas algumas áreas não ficaram bem protegidas e ainda estavam machucadas. Como a encontraram rápido, não foi grave.
Olhando para aquela mão inchada, Eddie, normalmente descontraído, sentiu um lampejo de frieza nos olhos.
Ao mencionar Ariana, o aperto de Rianne no garfo e na faca se intensificou novamente.
— Isso é com a Stella.
Com a Stella? <\/i> Espera, isso deveria<\/i> ser com a Stella. — Certo, ouça a Stella.
Ela é quem resolve, então Rianne não tinha a palavra final.
Eddie:
— Então, se Tempest vier atrás de você, diga isso a ele.
Rianne:
— ... Tempest?<\/i>
Eddie:
— Ele está aqui.
Ele fez um gesto em direção à entrada do restaurante.
Rianne acompanhou o olhar dele e viu o homem, irradiando frieza, entrando.
Vestido com um longo sobretudo cinza escuro, parecia ainda mais severo.
Atrás dele vinha Hailey. Não havia sinal de sua assistente, Jane.
Hailey caminhava atrás de Tempest. No instante em que viu Rianne, seus olhos se encheram de uma hostilidade densa e impossível de ignorar.
Se Tempest tivesse virado a cabeça por um segundo, Rianne provavelmente nunca mais precisaria explicar nada.
Mas, infelizmente, ele nunca percebeu a hostilidade — ou mesmo o veneno — que estava logo atrás dele. E assim, as explicações de Rianne tornaram-se completamente desnecessárias.
A expressão de Rianne ficou sombria.
Não tinham se visto por pouco tempo, mas o frio do homem parecia ter se intensificado. À medida que se aproximava, aquela aura gélida parecia capaz de congelá-la por inteiro.
Rianne olhou para Eddie.
— Me desculpe.
Eddie:
— Ainda não estou satisfeito!
Desculpe? O que isso queria dizer? Ele deveria sair? De jeito nenhum, mal tinha dado duas garfadas.<\/i>
Imediatamente espetou um pedaço de carne e enfiou na boca.
Vendo Eddie permanecer, o olhar de Tempest escureceu.
— O doutor Eddie está com falta de refeições?
Eddie:
— Estou sim.
Pelo menos, estava faltando essa refeição com Rianne. Conheciam-se há anos, mas era a primeira vez que sentavam juntos à mesa. Claro que estava faltando!
Para Tempest, o comportamento de Eddie era irritante.
Mas Eddie, fingindo não perceber nada, disse:
— Rianne, coma também.
Esse simples "Rianne" fez a pressão de Tempest subir ainda mais. Seu rosto ficou lívido.
Ele lançou um olhar perigoso para Eddie.
Eddie o ignorou, voltando-se para Rianne:
— Anda, coma logo. Uma moça não deveria ser tão magra. Olhe para você.
— Não sei como a família Hale te criou. Você é filha do salvador deles, e mesmo assim te deixaram sem comida e roupa? Deixaram você ficar assim, tão magra!
Tempest:
— ...
Instantaneamente, suas mãos se fecharam em punhos. Ele estreitou os olhos, puxou a carteira do sobretudo e bateu um cartão na frente de Eddie.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A garota errada e a garota injustiçada
Que pena um dos site que ainda a poderia nos fornecer leituras sem pagamento e complicação infelizmente não é mais...