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A garota errada e a garota injustiçada romance Capítulo 834

— Espera — por que você está defendendo o Dan? — Marie perguntou de repente.

Então caiu a ficha. Para ser sincera, essa pergunta também estava incomodando ela o tempo todo.

— Eu não estou defendendo ele — Derrick respondeu sem emoção.

O tom dele misturava impotência e descrença.

Marie franziu a testa. — Então por quê?

— Eu não estou; não defendi! — ele repetiu.

Ele já tinha dito que não faria isso — e não tinha motivo — mas ela continuava perguntando o porquê. Derrick genuinamente não conseguia mais acompanhar a lógica dela.

Quando ele não respondeu rápido o suficiente, Marie dispensou. — Esquece. Não importa. Eu vou acabar com ele de qualquer jeito.

— Você já não fez o suficiente com ele? — Derrick perguntou, seco.

Se alguém tinha pagado caro ultimamente, era o Dan — e até o Pacto Cinzento inteiro sofreu por causa disso.

Mas para Marie, ainda não era suficiente. Enquanto ela encontrasse qualquer justificativa, por menor que fosse, continuaria indo atrás de Dan sem piedade nenhuma. Ela já tinha mostrado para todos exatamente como era quando se importava — e quando não se importava.

Marie se virou para pegar suas coisas de novo. Derrick tinha tirado delas mais cedo, e ela ainda não entendia por que ele a impediu.

— Me solta. Hoje à noite, eu preciso—

— Não precisa — Derrick interrompeu, firme. — A criança é minha.

Por um instante, Marie congelou. — Sua?

— O bebê é meu — ele disse, com calma. — Então para de ir atrás do Dan, tá?

— Você— — ela começou, encarando ele.

Algo parecido com culpa brilhou nos olhos dela, agudo e repentino.

A reação dela pegou Derrick completamente desprevenido.

— Você... — ele começou, franzindo a testa, confuso.

— Você não precisa fazer isso — ela cortou, baixinho, a voz carregada de culpa.

Derrick ficou em silêncio.

De repente, a cabeça dele doía mais do que provavelmente a do Dan.

— Marie—

— Chama um médico pra mim — ela disse, fria. — Eu vou tirar.

Derrick congelou. No momento em que ouviu ela dizer isso, o rosto dele perdeu a cor.

Marie nunca ficaria com um filho do Dan; era simplesmente quem ela era — feroz, decidida, implacável. Ela odiava Dan o suficiente para nunca mais querer nada dele; claro que não queria o bebê dele.

Mas mesmo assim...

— O bebê é meu — Derrick disse, a voz endurecendo. — Você não vai abortar.

Bem... na verdade, não. Não fazia sentido. Tudo parecia um nó impossível de desfazer.

— Escuta bem — ele disse, a voz baixa e áspera. — A criança é minha. Você não vai tirar. Entendeu?

O que estava acontecendo agora? Derrick estava dizendo que o bebê era dele... isso não era exagero demais, até pra ele?

A não ser que — ele não estava assumindo culpa nenhuma.

Se não estava... então naquela noite—

— O bebê é mesmo seu? — ela perguntou, atordoada.

A mente dela girava sem parar; ela não conseguia entender mais nada.

Ela olhou pra ele, perdida, sem reação.

Derrick, vendo o silêncio atônito dela, ficou impaciente. Se abaixou e mordeu o lábio dela — forte.

Marie chiou de dor e voltou a si. — Derrick, que diabos?

Ele alternava entre rudeza e ternura com uma facilidade enlouquecedora, destruindo as defesas dela sem piedade.

E em algum lugar entre esse vai e vem, o muro sólido ao redor do coração dela começou a desmoronar.

Quando acabou, Derrick se inclinou, encostando a testa na curva do pescoço dela. O hálito quente dele misturava-se à pele dela.

— Sim — ele disse suavemente, cada palavra firme e deliberada. — É meu.

Não havia nem sombra de brincadeira no tom; ele parecia absolutamente sério.

Mas os pensamentos de Marie eram puro caos. Derrick não é o tipo de homem que assume culpa dos outros... então como o Dan acabou levando a culpa? Qual é o verdadeiro motivo de tudo isso?

Derrick, vendo como ela ficou imóvel e silenciosa, achou que ela finalmente acreditava nele.

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