Sem a garrafa de água nas mãos, Marie avançou contra Dan, arranhando e batendo nele com tudo o que tinha.
"Seu lixo! Você é aquele que só pensa com o que tem abaixo do cinto—hoje eu acabo com você!"
Todos que assistiam sentiram um arrepio na nuca. Queriam intervir, mas o relacionamento da mulher com o chefe deles era... complicado. A cena era violenta, sim—mas por trás dela havia algo mais, uma tensão carregada, quase distorcida, de uma briga de amantes. Ainda assim, o temperamento dela era explosivo, do tipo que nenhum homem comum aguentaria.
Marie estava completamente fora de si. Ela chutava Dan repetidas vezes, como se realmente quisesse destruí-lo.
A expressão de Dan ficou sombria. "Mulher cruel; você perdeu completamente a cabeça?"
"Sim! Eu perdi a cabeça mesmo!" Marie gritou. "Que tipo de carma podre eu acumulei na vida passada pra acabar grávida do filho de um canalha como você?"
Quanto mais ela falava, mais furiosa ficava; sua raiva só aumentava, e ela continuava atacando Dan como uma tempestade.
Dan, percebendo que ela o atacava porque estava grávida, quase perdeu a sanidade.
"Deus! Esse nem é meu filho! Você está confundindo o homem!"
Ele deveria ter ficado calado. Assim que essas palavras saíram, a fúria de Marie explodiu de novo—ela entendeu como se ele estivesse negando tudo.
Já enfurecida, ela partiu pra cima dele com ainda mais força.
Dan sentia vontade de chorar. "Esse filho realmente não é meu!"
"Você ainda tem coragem de negar?" Marie gritou. "Hoje eu acabo com você, seu filho da..."
Dan ficou completamente sem palavras. Inacreditável. Não tem como conversar com ela.
Marie já tinha passado do ponto de razão; especialmente depois que ele disse que o filho não era dele. Pra ela, isso era o mesmo que negar sua existência.
Os homens ao redor queriam intervir, mas Dan proibiu. Mesmo assim—como poderiam ficar parados enquanto o chefe apanhava daquele jeito?
Todos sabiam que não era certo, mas honestamente... olhando pra ele agora, Dan parecia mais um urso espancado do que um homem.
"Seu canalha! Miserável, imbecil!" Marie gritava.
Dan não disse nada.
A dor pulsava atrás dos olhos dele. Agora que sabia que ela estava grávida, não conseguia revidar—se machucasse ela ou o bebê, a culpa o consumiria.
Nunca se sentiu tão impotente na vida.
Quando Derrick chegou, o que viu foi caos—Marie tinha arranhado o rosto de Dan até ficar coberto de marcas.
Rosto, pescoço—tudo tinha marcas das unhas dela, e a camisa dele estava rasgada.
O peito de Dan subia e descia. "Derrick, fala pra ela! Eu te envolvi nisso ou não?"
Ninguém mais sabia o que era verdade. Derrick abriu a boca pra falar, mas antes que pudesse, Marie acertou outro chute—dessa vez tão forte que Dan se encolheu no chão de dor.
Essa mulher é cruel. Derrick olhou pra Dan, estirado no chão, com rosto e pescoço cobertos de arranhões vermelhos.
Tinha que admitir—Dan estava mesmo lamentável.
Antes que Derrick dissesse qualquer coisa, Marie já tinha se acalmado um pouco. Ela pegou a mão dele. "Vamos embora."
"Fica aí!" Dan rugiu.
De jeito nenhum. Ele não ia deixar ela sair antes de resolver tudo. Se não resolvessem agora, só ia piorar. Ela estava grávida—se viesse atrás dele desse jeito toda vez que lembrasse, nunca teria fim.
Não podia esperar. Tinha que resolver ali e agora.
Mas no momento em que falou, Marie—que já ia entrar no carro—girou e chutou ele de novo, várias vezes, sem se segurar.
Os seguranças trocaram olhares e ficaram quietos. Devemos intervir? Mas o chefe mandou não fazer nada antes...
Dessa vez, Marie não se conteve. Dan estava com tanta dor que nem conseguia falar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A garota errada e a garota injustiçada
Que pena um dos site que ainda a poderia nos fornecer leituras sem pagamento e complicação infelizmente não é mais...