Lewis soltou uma gargalhada e disse: "Haha, você não acha que um dia pode acabar morrendo de medo do Victor?"
Ela ficou tão assustada por uma coisa tão pequena, mas as situações ao redor do Victor são muito mais assustadoras. Se ela continuar ao lado dele no futuro, será que não vai acabar morrendo de medo mais cedo ou mais tarde?
As lágrimas de Tessa escorriam ainda mais, dessa vez de pura frustração.
Silas ouviu a risada de Lewis e sentiu uma pontada aguda na cabeça. "Para de rir. Isso é realmente irritante."
Lewis passou o braço pelos ombros de Silas. "Vamos, vamos. Se ela morrer de medo depois, a responsabilidade vai ser nossa. Haha."
Tessa ficou sem palavras.
Na verdade, quando Silas saiu, Lewis já sabia que Victor estava bem. Mas ele nunca imaginou que Tessa fosse tão engraçada. Ela se assustou na frente do Victor, e depois se assustou de novo na frente deles.
"Vamos, senhor Silas," provocou Lewis enquanto se afastava.
O rosto de Tessa congelou na hora. Ela fungou, sentindo-se injustiçada. Virou-se para espiar lá dentro e ver como Victor estava.
Nesse momento, John saiu acompanhado dos médicos. Ao ver o rosto de Tessa marcado pelas lágrimas, John ficou um pouco surpreso. "Senhorita Tessa, não se preocupe, Victor está bem."
Tessa perguntou: "Ele está mesmo bem?"
John assentiu. "Sim, agora está tudo certo. Vá preparar um mingau para ele... quer dizer, melhor pedir para um dos empregados fazer isso."
Considerando que Tessa conseguia transformar até macarrão em panqueca, não parecia uma boa ideia deixá-la cozinhar.
Ao ouvir isso, Tessa abaixou ainda mais a cabeça, envergonhada.
Naquele momento, ela percebeu o quanto tinha sido desastrada perto do Victor esse tempo todo. Parecia que nada dava certo para ela.
John saiu com os médicos, deixando Tessa sozinha na porta.
Ela andou de um lado para o outro por mais de dez minutos antes de finalmente criar coragem para bater na porta do Victor.
"Entre," veio a voz grave.
Tessa abriu a porta com cuidado e entrou, os dedos nervosos se entrelaçando. "Senhor Victor, me desculpe. Eu realmente não fiz de propósito."
"Venha aqui," ele disse friamente, sem nenhum traço de calor na voz.
Tessa ficou ainda mais nervosa. Ela fungou. "Eu juro que não foi minha intenção."
"Venha aqui. Não me faça repetir," ele ordenou, com um tom firme.
Ela não ousou discutir e, hesitante, deu alguns passos à frente.
Parou a cerca de um metro dele, sentindo-se esmagada pela presença intensa dele. Era tão forte que ela não teve coragem de se aproximar mais.
De repente, o braço longo dele a puxou para perto.
Tessa não teve tempo de reagir antes de estar nos braços dele. "Você... você..."
Agora estava tão próxima que podia sentir claramente o calor intenso que emanava dele. A temperatura dele parecia anormalmente alta.
O hálito quente dele roçou sua bochecha como uma chama.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A garota errada e a garota injustiçada
Que pena um dos site que ainda a poderia nos fornecer leituras sem pagamento e complicação infelizmente não é mais...