Patrick não estava com a menor paciência. Uma hora antes da ligação de Susan, ele já tinha descoberto toda a verdade. Sabia exatamente o que vinha acontecendo na família Reed nos últimos dias. Agora, ouvindo-a pedir dinheiro para o tratamento de Lillian, perdeu o controle.
“Você enlouqueceu? Ela nem é do nosso sangue, e quase matou a Stella!”
Patrick estava furioso. Tanta confusão dentro da família Reed e, na visão dele, tudo era culpa da forma como Susan havia criado os mais jovens.
A preferência descarada que ela sempre teve por Lillian tinha levado a esse desastre.
“E você ainda quer salvar essa garota? O que está pensando?”
A raiva dele transbordava pela linha, fazendo Susan estremecer. Por um instante, ela conteve a resposta, mas logo perdeu a calma também.
“E o que quer que eu faça? Eu mesma criei ela. Quer que eu simplesmente assista enquanto morre?”
Ela não conseguiria. Jamais. Só de pensar em Lillian morrendo por falta de remédio, Susan sentia o peito apertar num desespero sufocante.
Patrick respondeu: “Esse é o seu problema. Não envolva o resto da família. Trinta milhões... Acha que alguém aqui pode tirar esse dinheiro do nada agora?”
Trinta milhões não era brincadeira. Mesmo nos tempos de glória da família Reed, uma quantia dessas não aparecia de um dia pro outro.
Susan explodiu ao ouvir aquilo. “Ah, claro, todo o dinheiro vai pra outra mulher agora, e nós que nos viremos, é isso?”
Ela estava tão consumida com os problemas de Lillian que não teve tempo de lidar com mais nada, nem mesmo com o fato de Patrick ter começado uma segunda família. Tudo o que queria era tentar, de alguma forma, manter a família Reed de pé.
Não queria ver tudo desmoronar… Mas a atitude de Patrick agora a deixou fora de si. “Tô te avisando. Você vai me dar esses trinta milhões, de um jeito ou de outro. E a partir de agora, vai mandar setecentos mil por mês também!”
Se pedir não adiantava, ela partiria pra imposição. Qualquer tentativa de manter uma fachada civilizada tinha acabado. Ela jogou a máscara fora.
Mal sabia que Patrick já a havia descartado fazia tempo.
Diante das exigências autoritárias e sem noção dela, ele respondeu friamente: “Você precisa de tratamento.” E desligou o telefone.
Quando Susan tentou ligar de novo, percebeu que tinha sido bloqueada. Tomada pela fúria, gritou: “Ahhhhhh!”


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A garota errada e a garota injustiçada
Que pena um dos site que ainda a poderia nos fornecer leituras sem pagamento e complicação infelizmente não é mais...