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A Filha Invisível romance Capítulo 330

O lugar estava vazio, esvaziado para a prova, então não havia muitos alunos por aí.

Com um estrondo alto, a porta do banheiro bateu e foi trancada por dentro.

Yunice estava encurralada.

Ela foi empurrada para dentro do banheiro masculino por três alunos, dois caras e uma garota. Todos estavam fazendo o vestibular, assim como ela.

Um dos caras a segurava por trás, com a mão tapando sua boca. Era alto e já tinha corpo de adulto, com uma força que Yunice não conseguia igualar.

Ela se debateu, mas o aperto do cara só ficou mais forte.

Foi quando viu os outros.

A garota e o segundo cara estavam na frente dela, de braços cruzados, com expressões frias e arrogantes. Não pareciam alunos nota dez e eram mais como aqueles que dominam os corredores com atitude ruim e vontade de intimidar.

O cara que a segurava se inclinou e assoviou no seu ouvido.

“Conta como você colou. Agora. Ou a gente garante que não sai daqui andando.”

Yunice olhou para eles. Não reconhecia nenhum rosto, talvez o cara da sala de prova.

Era óbvio que tinham ouvido os boatos. Achavam que tinha um jeito secreto de colar e agora queriam saber.

Tentou falar, mas a mão do cara abafava tudo. Ela se debateu mais.

Por fim, ele a deixou respirar.

“Não colei”, disse ela rápido. “Se tivesse colado, a banca já teria me desclassificado.”

A garota riu com desdém. “Terminou a prova tão rápido assim? Não mente. Você tem as respostas.”

O cara ao lado dela deu um passo à frente. “Somos três. Não é como se a gente fosse bagunçar sua nota Hawkins. Não seja egoísta.”

Yunice não respondeu.

Dava pra ver que não adiantava discutir. Esses garotos não estavam interessados na verdade.

Olhou ao redor. Sem celular. Sem ninguém pra chamar. Sem segurança. E com certeza não era forte o suficiente pra enfrentar os três sozinha.

Então, entrou no jogo.

“Tá bom”, disse. “Conto como fiz. Mas vocês têm que jurar que não vão contar pra ninguém.”

A garota estreitou os olhos. “Fala logo.”

Yunice baixou a voz. “Tem um projetor escondido na câmera da sala. Ele projeta as respostas no meu papel. Nem preciso ler, só copio.”

Os três a encararam.

O cara na frente semicerrou os olhos. “Isso parece lorota.”

“É verdade. Juro.” Yunice assentiu, tentando parecer desesperada. “Acham que mentiria pra vocês com três pessoas aqui? Se enganar vocês, podem acabar comigo.”

Trocaram olhares. A garota parecia convencida.

O cara que a segurava o tempo todo zombou. “Mesmo que seja verdade, como a gente sabe que não vai nos ferrar depois?”

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