Todos os outros foram expulsos. Exceto Wyatt.
Ele estava largado na cadeira, tirando um cigarro com calma. Mas, depois de pensar na qualidade do ar e tudo mais, franziu a testa e jogou o cigarro numa xícara de porcelana fina.
Jackson, vermelho de raiva, veio cambaleando com as pernas trêmulas. Sua voz falhou enquanto gritava: “Olha o que você fez! Você é humano, por acaso?!”
Wyatt deu uma risadinha, claramente se divertindo. “A culpa é minha? Eu controlo os céus, a terra, e agora até o intestino do seu filho?”
Jackson estava tão furioso que só conseguia repetir “você” sem parar.
Wyatt nem piscou. Com seu tom debochado de sempre, disse: “Você não tá ficando mais jovem, senhor. Que tal dar uma respirada? Se você cair e quebrar alguma coisa, quem vai limpar a bunda suja do seu filho por você?”
Com uma risada de desprezo, se levantou e saiu andando.
Jackson só pôde assistir às costas arrogantes do homem sumirem, fervendo de raiva, mas impotente.
Já do lado de fora do pátio, Wyatt finalmente acendeu um cigarro. A família Powell tinha feito uma bagunça danada hoje, com certeza, mas, por algum motivo, ainda se sentia inquieto.
Ao levar o cigarro aos lábios, algo chamou sua atenção pelo canto do olho.
Taylor caminhava ao lado de uma garota, toda encapuzada, com o boné bem abaixado. As duas pareciam estar saindo da mansão Powell.
Seu olhar se fixou na garota de boné… e desceu até a cintura dela.
Após uma pausa, baixou o cigarro e deu um sorriso de lado, então caminhou na direção delas sem pressa.
Com suas pernas longas, as alcançou facilmente. “Sra. Taylor”, chamou: “O velho levou um tombo. Tá chamando por você.”
Assustada, o olhou. Desde quando ele tinha aparecido?
Ela olhou para o salão de conferências, com as luzes ainda acesas. Hesitou por um instante antes de acreditar nele, correndo para verificar Jackson, deixando Yunice sozinha.
Sentindo o olhar dele, a moça continuou andando como se não tivesse notado. Mas Wyatt enfiou uma mão no bolso e a seguiu, sem pressa e em silêncio.
Ela olhou para trás. Será que ele me reconheceu?
Um arrepio subiu por sua espinha, mas continuou andando, se forçando a seguir em frente.
Quando Yunice cruzou o portal alto, uma mão deslizou por sua cintura por trás.
Ela se encolheu, virando a cabeça bem a tempo de encontrar os olhos de Wyatt. O homem estava perto, o corpo roçando no dela, o olhar fixo no dela, agora frente a frente.
Um pé já havia cruzado o portal, o outro ainda estava atrás. Não seria difícil fazê-la tropeçar.
Esse portal maldito. Foi feito pra atrapalhar Wyatt. Agora, quem estava presa era ela.
O homem não soltou. Ela não conseguia avançar.
E sob a aba do boné, sentia os olhos dele procurando os dela, provocadores, sondando.

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