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A Filha Invisível romance Capítulo 247

Vendo que Lily se recusava a admitir, Oscar disse: “Tudo bem. Vou deixar o resto pra lá. Mas não aceito a identidade da Elsie. Ela não é filha da família Saunders, e não tem direito ao nome da Yunice. Dou três dias. Se a ela não cancelar essa identidade, vou publicar um comunicado no jornal explicando exatamente como trocamos os registros naquela época.”

A bolsa de Lily caiu no chão. Ela ficou atônita.

Perdeu o controle e gritou: “Você está louco? Você e o Owen foram os que assinaram essa mudança de identidade. Se tornar isso público, vai dizer para toda Silverburgh que vocês adulteraram documentos do governo. Isso é crime, sabe disso, né?”

Oscar respondeu: “Exato. Por isso tenho que assumir. Eu que cometi o erro.”

Lily estava quase desmoronando. “A Yunice se foi. Por que não deixa isso pra lá… A Elsie só pegou o nome emprestado. Isso não te prejudicou…”

Oscar disse: “Mesmo que a Yunice tenha ido embora, ela ainda é minha irmã. A Elsie pode fingir o quanto quiser, mas nunca vai ser ela. Só estou fazendo o que devia ter feito desde o começo... Buscar justiça pela minha irmã de verdade. Isso é tão errado assim?”

Ele olhou uma última vez para Lily e Owen, virou-se e subiu as escadas.

Lily desabou no sofá, chorando como nunca tinha chorado na vida. Seus soluços ecoavam alto o suficiente para Oscar certamente ouvi-los lá de cima.

Mas ele não desceu. Não amoleceu. Não falou uma palavra.

Quando o choro não adiantou, Lily não conseguiu mais ficar parada.

Oscar não era como Owen. Era teimoso, e ainda guardava rancor por ela ter saído da família anos atrás. Não ia ouvir nada que ela dissesse.

Lily enxugou as lágrimas e ligou para Freya.

Era uma da manhã. Freya acordou assustada.

Vendo o nome de Lily na tela, sentou-se, já irritada, mas se forçou a atender. “Madame Lily, aconteceu algo?”

Ela chorava tanto que mal conseguia falar. “Desculpa ligar tão tarde, mas você poderia, por favor, me deixar falar com o Carl só por um minuto?”

Freya suspirou, colocou a mão na testa, tentando se controlar. “Madame Lily, sabe que horas são? O que te faz pensar que eu posso contatar o Sr. Carl agora?”

Ela completou, fria: “E, aliás, o Sr. Carl não me pertence. Você não precisa da minha permissão para vê-lo, entendeu?”

Depois, ainda mais fria: “Vou te mandar o número dele. Se precisar de algo, ligue direto.”

E desligou na hora.

Pegando o número de Lily, Freya ficou com o dedo sobre o botão de bloqueio.

Mas, no fim, hesitou.

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