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A Filha Invisível romance Capítulo 245

Wyatt a encarou. “Sua filha está morta, e você está me pedindo desculpas?”

Lily congelou. Talvez o olhar dele fosse afiado demais ou frio demais. Ela só pôde baixar a cabeça e seguir silenciosa Freya para dentro do prédio.

Freya pediu que ela esperasse na porta do escritório antes de entrar.

Lá dentro, Yunice estava sentada à mesa, medindo o pulso de um conhecido do Carl.

Ao saber que Lily tinha chegado, a jovem e o paciente foram para a sala de estar no fundo.

Quando Lily entrou, Freya saiu, ficando só ela e Carl no escritório.

A mulher relaxou e cumprimentou o homem como uma velha amiga. “O Sr. Wyatt estava lá fora. Achei que você tivesse o convidado.”

Carl respondeu: “Esse garoto aparece direto. Nunca aceitei vê-lo.”

O rosto de Lily se iluminou. Pelo menos Paul ainda conseguia audiência com Carl, isso devia significar que Carl estava do lado dele.

Vendo que Carl estava disposto a conversar, Lily se animou e perguntou: “Faz quase vinte anos que não nos vemos. Você está com quarenta e sete e ainda não se casou?”

Lançou um olhar cuidadoso para ele. “A Freya parece gostar de você. Ela é uma boa...”

Havia uma divisória entre a sala e o escritório, Yunice podia ouvir tudo claramente dali dentro.

Ela gentilmente tirou a mão do pulso do paciente e começou a escrever uma receita.

Carl levantou os olhos para Lily. Depois de alguns segundos em silêncio, respondeu: “Você também não pensou em se casar de novo, nesses anos todos.”

O rosto de Lily empalideceu na hora. Ela apertou o saquinho de seda nas mãos e abaixou a cabeça. “Não tenho coragem... fico assustada toda vez que vejo um homem...”

Depois de uma pausa, mudou de assunto. “Agora só quero que os filhos do Will vivam seguros e tranquilos... Depois que a Yunice se foi, os dois irmãos dela ficaram destruídos. Não conseguem dormir direito. Se continuar assim, o que faremos...”

Yunice piscou lentamente e largou a caneta.

“Senhora, você conhece a pessoa lá fora?”, o homem perguntou.

Yunice deu um pequeno aceno e olhou para cima. “Deficiência de coração e baço. Rotina irregular de sono. Cansaço mental por estresse. Comum entre quem trabalha demais.”

“Não tem jeito. Trabalho é puxado e pressão alta”, o homem riu amargamente.

Ele era jovem, e apesar das reclamações, sorria ao falar do trabalho.

Aceitou a receita que Yunice escreveu e entregou seu cartão. “Encontrar você por acaso é destino, vamos ser amigos.”

Carl tinha grande consideração por sua afilhada. Trocar contatos parecia natural.

A nova conta de WhatsApp de Yunice, registrada sob sua nova identidade, ia ganhando conexões devagar.

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