O leilão ainda continuava...
...
Oscar estava completamente bêbado. Owen e Elsie o levaram para casa.
Lily saiu para encontrá-los e trocou um olhar com os dois.
No andar de cima, o quarto de Elsie já havia sido restaurado para parecer com o da Yunice. Enquanto ninguém dissesse nada, ninguém saberia que Yunice já havia vivido na ala das empregadas.
A jovem já havia partido. Eles esperavam que seus assuntos não continuassem causando problemas para a família.
Quanto a Oscar... simplesmente manteriam isso escondido dele. E sobre a bagunça que Yunice fez enquanto ainda estava viva, ninguém jamais tocaria no assunto de novo.
Oscar dormiu até o sol estar alto no céu antes de acordar, a cabeça latejando pela ressaca.
Quando abriu os olhos e encarou o teto, percebeu que aquela era a casa que não via há anos.
O cheiro de chá de ervas chegou ao seu nariz. Oscar sentou-se e olhou para a tigela de chá ao lado da cama. Quando a tocou...
Ainda estava quente.
“Yunice?” Só ela faria chá para a família.
A porta se abriu, e Elsie entrou. “Oscar?”
Ele franziu o cenho. Sempre teve dificuldade em esconder seu desprezo por essa “irmã” trazida de fora. Afinal, o sangue dela era impuro.
Se não fosse pela ameaça de morte da mãe, ele jamais teria permitido que essa garota entrasse na família.
Ele sempre a tratou com uma frieza indiferente.
Elsie estremeceu ligeiramente, mas falou com uma mistura de medo e determinação: “Oscar, Owen foi para o hospital. Mamãe foi ver o Sr. Carl para organizar o funeral da irmã. Eu sou a única em casa agora...”
Enquanto falava, pegou uma xícara. “O chá vai esfriar. Vou esquentar de novo...”
“Você fez esse chá?”, perguntou Oscar.
Elsie assentiu timidamente e disse suavemente: “A irmã mais velha costumava fazer chá para você e os outros. De agora em diante, eu vou fazer por ela.”
“Você é você. Ela é ela. Acha que pode substituí-la?” O rosto de Oscar ficou frio enquanto se levantava. Ao pegar a jaqueta, lembrou-se de algo e disse com frieza: “Yunice pode ter ido embora, mas você ainda tem que devolver o nome dela. Ela só usava aquele nome falso para evitar o estigma da doença mental. Agora que ela se foi, vamos colocar o nome verdadeiro dela na genealogia da família Saunders.”
A implicação era clara: mesmo que Elsie tivesse usado o nome de Yunice, ela ainda não era uma verdadeira Saunders.

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