Todos realmente se importavam com Elsie, jurar algo assim parecia invocar uma maldição.
Mas Owen estava pensando mais à frente. Ele tomou a dianteira e jurou: “Tudo bem. Se algum de nós quebrar essa promessa, então... então a Elsie não vai ter uma morte tranquila.”
Ele acreditava ingenuamente que ninguém jamais revelaria o segredo de Yunice de propósito. Por isso, para ele, fazer um juramento assim não parecia grande coisa. No momento em que forçou as últimas palavras, Yunice finalmente jogou a chave para ele.
Owen correu para destrancar a porta. Paul e Lily rapidamente seguraram Elsie e saíram às pressas.
Yunice foi a última a deixar o escritório. Na escada, por terem inalado muito gás, Lily e Elsie se apoiavam fracas no corrimão, mal conseguindo ficar de pé.
Paul respirava com dificuldade ainda em choque por ter escapado da morte e zombou ao lançar uma provocação a Yunice: “No fim das contas, você também ficou com medo. Acho que nunca teve coragem de matar ninguém.”
Ela sorriu e disse: “Sou legalmente insana. Posso matar sem ser punida. Três anos atrás, não esfaqueei a Elsie até a morte. Me diga... três anos depois, você acha mesmo que eu hesitaria em te esfaquear?”
O rosto de Paul se fechou.
“O seu laudo de doença mental é falso. Basta uma olhada e qualquer um percebe.”
Yunice respondeu: “Então vamos esperar até você estar morto e seu pai poder investigar.”
Paul a encarou, genuinamente tentado a partir pra cima dela.
Ela costumava baixar a cabeça diante dele, sempre obediente e submissa.
Quem deu a ela coragem pra bancar a arrogante agora? Ele arregaçou as mangas, os olhos faiscando com uma ameaça pesada e silenciosa.
“Então vamos ver quem mata quem primeiro.”
Lily, encostada na escada, observava com um olhar frio como se torcesse pra que Yunice finalmente levasse o que merecia.
Agora que o gás já tinha se dissipado o suficiente pra não explodir tudo, a ameaça dela não tinha mais poder algum.
“Parem com isso!” Owen tinha acabado de voltar com ajuda de fora.
Ele correu e separou os dois à força.
Paul não estava disposto a deixar pra lá.
“Ela quase matou a gente lá dentro! E você ainda vai deixar barato?”
Owen manteve a voz firme: “A Yunice merece sim uma punição. Mas não quero que mais ninguém se machuque.”
Ele lançou um olhar cauteloso para ela. O laudo psiquiátrico dela tinha sido forjado por ele. Se ela realmente machucasse Paul, aquele relatório falso viraria um pesadelo pra ele também.
Yunice lançou um sorriso debochado e provocador para Paul.

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