Depois de dizer o que queria, Taylor perguntou a Yunice:
“Da última vez, você levou o remédio trocado de volta, descobriu o que teria acontecido se eu tivesse tomado?”
Usando boné e máscara que cobriam a maior parte do rosto, Yunice respondeu: “Causaria insônia, perda de apetite, irritabilidade… e, eventualmente, te deixaria feia.”
“Feia?” Taylor zombou. O objetivo do remédio não era me deixar doente, e sim feia?
Aquilo só a deixou ainda mais curiosa sobre quem estava por trás de tudo.
Sua assistente de confiança ainda tentava fazer o entregador falar. Provavelmente levaria um tempo até conseguirem arrancar nomes dele.
Enquanto conversavam, Yunice tomava o pulso de Taylor.
“E como você tem se sentido ultimamente?”
Com essa pergunta, o semblante de Taylor até se iluminou um pouco.
“Na verdade, bem melhor. Tenho dormido bem à noite.”
Desde criança, ela era ansiosa, sempre com os nervos à flor da pele. Todos os médicos diziam a mesma coisa ela pensava demais, se preocupava demais, precisava relaxar.
Ela até entendia tudo isso na teoria, mas simplesmente não conseguia. No entanto, depois de apenas uma semana tomando o remédio de Rylie, sentia que seu humor tinha realmente melhorado.
Até ontem, depois da cena humilhante no encontro da família Powell, seu pai ficou em volta dela o tempo todo, com medo de que ela tivesse um colapso. Quase não a deixava sozinha. Mas, para surpresa de todos, ela comeu e dormiu normalmente.
Estava convencida de que o remédio de Rylie era milagroso.
E como se fosse combinado, uma empregada chegou anunciando: “Sra. Taylor, o Sr. Paul trouxe muitos presentes. Ele veio se desculpar.”
Paul?
A expressão de Taylor mudou sutilmente; sua voz ficou fria.
“Tragam ele até mim.”
Ela tinha passado vergonha na mansão dos Powell, e pretendia recuperar cada pedaço de sua dignidade com Paul. Então ele veio mesmo?
Yunice começou a se retirar discretamente, mas Taylor a impediu.
“Ouvi dizer que médicos de verdade sabem ler o rosto das pessoas. Você sabe?”
Yunice respondeu: “Um pouco.”
“Já é suficiente.” Taylor fez um gesto para que ela ficasse atrás dela e então disse:
“Quero que me ajude a entender melhor o Paul.”
Paul não tinha vindo por vontade própria, Jackson e Jensen o obrigaram a ir até a casa dos Kendall pedir desculpas. Sendo assim, é claro que seu rosto trazia uma expressão azeda.
Se ele não ia ser educado, ela também não precisava ser. Esse era um casamento entre duas famílias poderosas; se funcionasse, ótimo. Caso contrário, a família Kendall não ia se rebaixar para os Powell.
Por que ela deveria se importar com o humor dele?
Paul entrou e viu que Taylor nem sequer se levantou para cumprimentá-lo. Isso o fez desgostar ainda mais dela.



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