“Elsie...” A voz de Paul já estava embargada pela emoção.
As lágrimas dela desciam pelo rosto. “Sei que ainda ama a Yunice; ela também te ama. Se eu morrer, vocês finalmente poderão ficar juntos.”
Os olhos de Paul estavam avermelhados enquanto ele rugia: “Que tipo de bobagem é essa? Mesmo que ela ainda me ame, nunca conseguiria amar uma mulher tão cruel. Não vou me casar com ninguém se eu casar nesta vida, vai ser só com você!”
Elsie se agarrou a ele ainda mais forte, protegendo-o das moedas que caíam.
Gill ficou parada, atônita.
Yunice deu uma risada incrédula e revirou os olhos com tanta força que poderia ter feito o tempo voltar. Aquela atuação... Quantos truques do manual de histórias de amor ela já não dominou para ficar tão boa nisso? Não é à toa que Paul cai sempre nas suas garras.
Wyatt, no entanto, só viu a direção de Yunice virando o rosto.
De sua posição, ele interpretou o grande revirar de olhos e o sorriso zombeteiro dela como um sorriso amargo e autodepreciativo.
Ele virou o olhar, com os lábios comprimidos; uma lâmina mais afiada se infiltrou no seu olhar quando ele encarou Paul.
Finalmente, levantou a mão e fez um sinal.
A retroescavadeira que pairava lentamente inclinou seu balde para cima; o braço longo foi recolhido.
A chuva de dor parou de repente. Quando Paul percebeu que o bombardeio havia cessado, ele gritou para Wyatt: “O quê? Já? Está recuando? Vai, continua se tiver coragem!”
Wyatt respondeu apenas com um olhar.
“Elsie!” Owen e Lily correram em direção a ela, mas o chão estava coberto de dinheiro e moedas... Não havia lugar seguro para pisar.
Eles tropeçaram e se arrastaram até o lado da jovem, rastejando os últimos metros.
“Owen… Mãe…” Elsie murmurou fraca, desabando nos braços do irmão.
Os olhos de Owen se encheram enquanto ele gritava de agonia: “Elsie!”
A boca de Paul ficou aberta, seus lábios e pupilas tremiam como se ela tivesse acabado de dar sua vida por uma causa maior.
“Levem ela para o hospital! Precisamos levar ela para o hospital agora!”, Owen gritou, em pânico, pegando-a nos braços.
“Que hospital? Você e eu não somos médicos?” Yunice já estava ao seu lado, agora bloqueando seu caminho.
Lily, chorando incontrolavelmente, tentou empurrá-la para o lado... Mas Gill a segurou pelo pulso com calma.
“Yunny, sua irmã está inconsciente. Você não vai deixar a gente levar ela para o hospital?” Lily chorou.

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