“Como é?”, Lily e Elsie exclamaram, em uníssono, ambas encarando Owen com choque.
A voz da mãe tremia. “Qual casa está vendendo?”
Owen respondeu: “Alguém perguntou pela mansão da família Saunders mais cedo. Eles ofereceram 7 milhões de dólares. Não aceitei a oferta.”
Lily quase perdeu o equilíbrio. “Então, onde vamos morar...?”
“Tenho uma propriedade particular”, disse Owen. “É mais do que suficiente para nós ficarmos.”
Yunice sabia sobre essa propriedade particular. Ficava em uma área remota...
Owen a havia comprado como casa de férias à beira-mar, não algo adequado para deslocamentos diários ou para a rotina.
A mansão da família Saunders, por outro lado, estava em um terreno privilegiado. O valor das propriedades naquela área só aumentou com o passar dos anos; aquela casa de praia não se comparava nem um pouco.
Elsie jamais imaginou que uma queda poderia acabar com a perda de sua casa.
Ela se jogou contra Owen, chorando. “Esta é a fundação da família Saunders... Você não pode vendê-la!”
Depois, rastejou até Yunice, agarrando a barra da calça dela e implorando: “O Sr. Quinton veio até você em busca de ajuda; isso significa que deve conseguir resolver isso! Esta casa é sua também; não quer vê-la vendida, quer?”
Yunice olhou para Elsie, que estava rastejando aos seus pés como se estivesse implorando por misericórdia.
Era assim que ela era... Podia se humilhar e se recuperar em um instante. Não era de se admirar que Owen a achasse tão atenciosa.
Os olhos de Lily estavam vermelhos enquanto ela acrescentava: “Quando chegar o dia em que você estiver do lado de fora, encarando uma casa que conhece de cor, mas não consegue entrar, vai perceber o quão errada foi a decisão de hoje!”
Yunice deu uma risada irônica. “É assim? Bem, eu já senti exatamente isso, há muito tempo.”
Lily e Owen se viraram para olhá-la, confusos.
Yunice inclinou ligeiramente a cabeça. “Dê uma boa olhada na cicatriz do meu rosto. Lembra dela agora?”
A expressão de Lily mudou. A maior parte da cicatriz no rosto de sua filha já tinha desaparecido, mas ainda restava um vestígio.
“Vocês saíram de férias naquela época”, disse Yunice. “Nem se deram ao trabalho de me deixar uma chave. Eu liguei... Ninguém atendeu, de propósito. Fiquei do lado de fora da mansão dos Saunders, olhando para a porta atrás da qual vivi por mais de dez anos, e não podia entrar. Agora, é a vez de vocês sentirem isso.”
“Você ainda está se agarrando a essa coisinha?” Owen se levantou, furioso, encarando Yunice. “Isso te faz feliz, ver todo mundo sem um teto sobre a cabeça?”
Ela o encarou sem vacilar. “Não seria Elsie a culpada? Ela que roubou minhas coisas e as quebrou de propósito?”
O rosto de Owen se contorceu de raiva. “Se não tivesse feito tanto escândalo, não estaríamos nessa confusão. A culpa é toda sua... Você se colocou nessa situação!”

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