Ela pegou e congelou ao ver um dedo decepado, encharcado de sangue.
Sua cabeça virou rápido. Yunice jazia sem vida na cama, com os olhos arregalados na morte. Uma mão inerte pendia da borda, pingando sangue, enquanto o resto de seus dedos mutilados caía com um baque no chão ao lado dos pés dela.
Com um suspiro, a mulher se ergueu de repente, com a respiração curta e errática.
Estava encharcada de suor. Olhando ao redor de novo, ainda estava no hospital. Elsie ainda dormia na cama ao lado.
Mas dessa vez, não havia Yunice na cama, nem dedos no chão.
Fora um sonho dentro de um sonho. Levou vários minutos para se acalmar, mas mesmo assim, não ousou voltar a dormir. Acendeu todas as luzes do quarto e se encostou na cabeceira, rolando o celular.
Mas não conseguia se concentrar em nada. Sua mente estava dispersa. Depois de folhear sem rumo algumas manchetes e vídeos, algo passou pela tela, uma foto.
Ela piscou, achando que tinha imaginado. Rolou a tela de volta. Apenas um vídeo normal. Sem foto.
Ela soltou um suspiro. Estou me assustando. Continuou rolando, quase por hábito, até que uma foto em preto e branco de repente a encarou de volta.
Era a foto de Will.
Na tela, os olhos dele pareciam vivos, fixos e severos, olhando diretamente para ela.
“Ah”, ela gritou, jogando o celular como se estivesse amaldiçoado.
Elsie se levantou de um salto, assustada. “Mãe? O que houve?”
Lily se lançou na direção dela, apontando para o catre com um olhar de puro terror. “Seu pai! Seu pai está vivo! Não, ele não está vivo, o espírito dele voltou para me encontrar!”
Elsie deu a ela um olhar estranho, então caminhou e pegou o celular.
Lily imediatamente se encolheu, como se tivesse medo de que o marido pudesse sair da tela.
Elsie virou o celular para ela e rolou a tela para cima e para baixo. “Não tem nada aqui, mãe. Você está sob muito estresse.”
Ela colocou o celular de lado e tirou um frasco de comprimidos calmantes da gaveta. “Toma, engole com água. Você vai parar de ter esses sonhos.”
Lily limpou o suor da testa. Talvez fosse só o estresse.
Pegou um copo e foi até o bebedouro. Apertou o botão. O som da água encheu o quarto silencioso.
Ela respirou fundo, esperou o copo encher, depois se abaixou para desligar o bebedouro, e congelou.
Depois que a filha saiu, Lily ficou sentada em silêncio. Será que foi mesmo só minha imaginação?
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