Para sua surpresa, a tensão de Gerardo durou apenas um segundo. Ele relaxou e até riu alto, se exibindo. “Só uma agulhinha. Do que eu teria medo, hein!”
Yunice inseriu quatro agulhas em rápida sucessão. Após removê-las, pressionou as articulações para extrair um pouco de sangue. Durante todo o processo, o velho conversava descontraidamente com Wyatt, ignorando completamente o que a jovem fazia.
Ele se envolveu tanto na conversa que, quando a garota terminou o tratamento, nem percebeu que havia acabado. Pouco depois, estalou os lábios e pegou uma laranja do prato de frutas.
Descascou-a distraidamente e comeu; depois, sem pensar duas vezes, pegou uma banana.
Yunice deu um passo para o lado e cutucou Taylor com o cotovelo, sinalizando para ela prestar atenção.
Os olhos dela brilharam. “Pai, parece que você está com fome!”
Gerardo a dispensou com um gesto. “Fome? Não tenho apetite.”
“Então olha para baixo, para as cascas de fruta na sua frente”, a filha disse.
Gerardo olhou e ficou em silêncio.
“Viu? Não te falei? É só deixar a médica te furar com umas agulhas e pronto, apetite restaurado!” Ela agarrou o braço dele ansiosamente. “Chega de papo; vamos comer enquanto você está com vontade!”
“Ei...”, o velho hesitou, olhando para trás. “Mas o Wyatt...”
Eles saíram juntos, deixando Yunice e Wyatt sozinhos no jardim suspenso.
O homem tomou seu chá com uma calma indiferente. A garota, enquanto isso, lançava olhares furtivos para ele.
Ela não conseguia dizer se ele a reconheceu desde o começo. Senão, por que teria me ajudado antes?
Justo quando debatia se deveria se revelar, o homem virou levemente e disse: “Se importa de dar uma olhada em mim?”
Ela hesitou, depois deu um passo à frente e colocou um pequeno travesseiro de pulso na mesa.
Depois sentou e colocou suavemente os dedos enluvados no pulso dele para tomar seu pulso. As luvas de renda eram finas e elegantes, seu toque delicado e gracioso.
“Seus dedos ficariam perfeitos com uma aliança”, Wyatt disse.
O olhar cauteloso dela permaneceu escondido sob a aba do boné. Agora tinha certeza de que a reconheceu.
“Não fala. Isso afeta o tratamento”, ela avisou.
O homem a ignorou. “Também tenho uma noiva. Ela é uma ótima médica.”
A jovem ficou em silêncio, fingindo não entender.
“Vou me casar em breve”, ele continuou. “Pretendo dar a ela um pequeno presente antes do casamento. Como mulher, tem alguma sugestão?”
Ela respirou fundo. Ele fala demais, droga.


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