Ofélia não tinha ao seu lado amigos tão notáveis.
Samuel sentia uma forte sensação de que a pessoa só podia ser um homem!
O perfume amadeirado e levemente picante que Ofélia carregava não era comum entre as mulheres, nenhuma usaria tal perfume.
Só de imaginar que, nos últimos dias ela estivesse com outro homem, mesmo que apenas discutindo negócios, e impregnada com o cheiro do perfume dele, fazia Samuel morrer de ciúmes.
Quem era esse homem?
Ofélia tomou um banho e, vestida com um roupão, entrou no closet.
Sob o roupão, o corpo esguio e curvilíneo parecia ainda mais tentador.
No meio social em que viviam, os homens trocavam de parceiras como trocavam de roupas, sempre em busca de algo novo.
Esse tipo de sensação Samuel nunca entenderia, só Ofélia já era suficiente para ele querer dar a vida por ela.
"Querida..."
O corpo dele pressionou o dela por trás, e Ofélia sabia muito bem que isso era um prelúdio para o desejo dele por sexo.
Quando a mão dele tocou sua barriga, Ofélia instintivamente estremeceu.
Ela empurrou o homem para longe e perguntou: "O que você está fazendo?"
Na penumbra, as sobrancelhas bonitas do homem também estavam tingidas com um toque de melancolia, e seus cílios escuros cobriam a melancolia em seus olhos. Ele deu um passo à frente e pressionou entre as pernas dela.
Ele beliscou o queixo dela com uma das mãos, prendendo-a entre ele e o armário, e um arrepio a invadiu.
Esse tipo de Samuel a fazia se sentir estranha.
Havia também um toque de perigo em sua voz: "Ofélia, me diga, qual homem você conheceu na Cidade G? Hum?"
Ofélia não sabia a identidade de Carlisle. O investidor apenas pediu que ela trouxesse uma nova pessoa.
Ele e Ofélia têm personalidades opostas.
Ele é frio e conservador, não gosta de mudanças e não tenta coisas novas facilmente. Ele é como um bambu enraizado em pedras, aderindo às regras.
Ela é ousada e apaixonada, tenaz e forte, gosta de emoção e novidade, e pode fazer as flores mais bonitas desabrocharem até mesmo nas terras mais pobres.
Agora que ele está em uma posição elevada, seu complexo de inferioridade ainda o faz ter medo de perdê-la.
Ele não gostava de mudanças e não queria que ela mudasse.
"Ofélia..." sua voz soava quase obcecada.
Seus lábios capturaram o lóbulo da orelha dela, sua língua gentilmente percorrendo os pelos finos do interior de sua orelha.
Os dedos ásperos subiram lentamente pela coxa dela, deixando uma trilha de arrepios em sua pele macia.
Sentindo o leve tremor do corpo delicado dela sob ele, sua voz saiu rouca: "Querida, não haverá ninguém no mundo que te ame mais do que eu. Não tente fugir de mim, você não vai conseguir."

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