Isla andava lentamente de um lado para o outro no amplo escritório, seus passos suaves contra o carpete. Sua mente girava em círculos, tentando juntar todas as peças. Agora tudo fazia sentido, pelo menos a maior parte das coisas. Agora ela entendia por que Alfred sempre gostara dela, por que a tratara de forma diferente dos outros.
Ainda assim, perguntas permaneciam como sombras em seus pensamentos. O que ele quisera dizer com "da próxima vez"? Ela sabia que ele não tinha contado tudo.
Alfred a observava com silenciosa diversão, um leve sorriso curvando seus lábios. Ele se orgulhava da compostura dela, da força que carregava mesmo em meio à confusão. Desta vez, ele havia escolhido certo. Isla era a mulher que traria estabilidade e sanidade de volta àquela família.
Anna havia falhado com ele, e ele aceitara isso. Agora, estava pronto para cortar definitivamente os laços com a casa real, não importava o custo. Não havia necessidade de consertar o que já estava quebrado; era melhor construir algo novo.
Isla finalmente se virou para ele, a voz suave, mas firme.
— Sobre o meu marido… o senhor não acha que eu deveria saber quem é a verdadeira mãe dele?
A pergunta ficou no ar por mais tempo do que ela imaginara. Não pretendia fazê-la, mas escapou antes que pudesse se conter.
A expressão de Alfred se endureceu levemente enquanto a observava. Por um breve momento, considerou contar-lhe tudo. Mas então mudou de ideia. Se revelasse a verdade agora, poderia destruí-la, especialmente na condição em que se encontrava. A gravidez inicial era preciosa demais, importante demais para correr riscos. Aquela criança significava mais para ele do que a própria vida, embora Isla ainda não entendesse o porquê. Com o tempo, ela entenderia.
— Seja paciente, minha querida. — Disse por fim, em um tom calmo e tranquilizador.
— Muito em breve, você poderá conhecê-la.
Os olhos de Isla se iluminaram, uma centelha de esperança brilhando neles. Ela está viva, percebeu. Em algum lugar, a verdadeira mãe de Gabriel ainda vivia.
— Gabriel sabe? — Perguntou ansiosa.
— Quero dizer… e quanto a Wyatt e Landon?
O velho soltou um suspiro profundo, um traço de frustração escapando do peito. Aquela mulher era perspicaz demais para o próprio bem.
— Isla. — Começou lentamente.
— Há coisas… muitas coisas que você e outros não sabem. Mas vou lhe contar algumas, somente se prometer parar de fazer perguntas depois disso.
Isla assentiu rapidamente e voltou a se sentar, os olhos brilhando de curiosidade. Seus dedos se apertaram levemente contra os joelhos, preparando-se para o que viria.
— Assim como Gabriel não é filho de Anna. — Disse Alfred em voz baixa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Extraordinária Noiva da Família Wyndham