Ela inclinou a cabeça tentando pensar rápido. Seus olhos percorreram a grande suíte procurando o telefone de Alfred, mas não havia sinal dele em lugar nenhum. Seu coração disparou. Se ele encontrasse aquele telefone e visse as notícias…
Nesse momento, a porta se abriu e o médico entrou. Um alívio tomou o rosto de Isla. Pelo menos a presença dele desviaria a atenção de Alfred do telefone. Duas enfermeiras vieram logo atrás do médico, seus uniformes brancos impecáveis sob a iluminação suave do hospital.
— Vejo que o presidente finalmente acordou de seu breve sono. — Disse o médico alegremente ao se aproximar da cama.
A expressão de Alfred mudou levemente, algo ilegível atravessando seus olhos cansados. Isla não conseguiu dizer se era suspeita ou confusão.
Era o comportamento de Isla que confundia Alfred. Ele tinha acabado de pedir seu telefone e nada mais. Então qual poderia ser o problema?
— Já volto, vovô. — Disse Isla rapidamente antes de sair do quarto, deixando o médico e as enfermeiras cuidarem dele.
Ela nem esperou por uma resposta. Estava desesperada para sair. Qualquer coisa para distraí-lo e esquecer do telefone.
Na área de estar, Sofie se levantou assim que Isla entrou.
— Como ele está? — Perguntou, a preocupação estampada no rosto.
— Ele está bem agora. — Disse Isla em voz baixa, soltando o ar em alívio.
— Pelo menos já não está mais em coma.
O telefone dela vibrou de repente.
Uma mensagem brilhou na tela.
[Precisamos conversar.]
Isla encarou a mensagem, o rosto indecifrável. Quem quer que tivesse enviado aquilo devia ser muito importante. Seus olhos diziam tudo.
— Quem foi? — Perguntou Sofie, tirando Isla de seus pensamentos.
Isla forçou um leve sorriso.
— Ninguém importante.
Mas Sofie não ficou convencida. Ela conhecia Isla bem demais para acreditar nisso. Quem quer que tivesse enviado aquela mensagem era definitivamente alguém importante, e ela prometeu silenciosamente a si mesma descobrir quem era.
Naquele dia, Isla ficou ao lado de Alfred até o anoitecer. Ela se recusou a deixá-lo. Gabriel e John ainda estavam ocupados lidando com o caos na delegacia, enquanto Alfred, embora se recuperando, conseguia sentir que algo estava errado.
Durante todo o tempo em que esteve lá, Isla não permitiu que ele assistisse às notícias, e seu telefone misteriosamente continuou fora de alcance. Ela lhe fez companhia conversando e dando-lhe sopa. Mas por trás daquela calma, ela estava desesperadamente tentando protegê-lo.
Mais tarde naquela noite, Isla estava em casa dormindo profundamente. Gabriel havia retornado horas depois, exausto e inquieto. Após um banho rápido, ele subiu na cama ao lado dela e envolveu a cintura dela com o braço, puxando seu corpo para perto do seu.

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